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Review – Assassin’s Creed Syndicate
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10 anos agoon
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Assassin’s Creed Syndicate é um game do gênero ação e aventura produzido pela Ubisoft Quebec e distribuído pela Ubisoft, lançado no dia 23 de Outubro de 2015 para Playstation 4 e Xbox One, e com data de lançamento para PC para o dia 19 de novembro de 2015.
Gráficos
Vamos começar falando sobre os gráficos de Assassin’s Creed Syndicate.
O jogo tá visualmente bem bonito, principalmente nas cutscenes e nas cenas onde o foco é o rosto dos personagens, geralmente quando estão conversando. O grande ponto positivo de Syndicate, graficamente falando, é o fato de que o jogo roda mais liso do que seu antecessor, conseguindo manter os 900p e 30 fps com mais frequência, nos dois consoles.
A versão de Xbox One sofre um pouquinho mais com quedas de frames do que a do Playstation 4, mas a diferença quase não é perceptível.
A ambientação do game é bem legal. O jogo possui um mapa 30% maior do que Assassin’s Creed Unity, e basicamente é a cidade de Londres. Os bairros são bem elaborados e visualmente bem definidos. Cada um deles possui características próprias. Andando pela cidade você encontrará bairros com ruas mais curtas e mais casas e prédios, outros bairros são mais arborizados, com praças, ruas largas, alguns monumentos famosos da cidade estão presentes e você consegue diferenciar os ambientes enquanto vai transitando pra lá e pra cá. O jogo tem alternância entre dia e noite e algumas alterações climáticas, como chuva e sol.
Olhando de longe, a cidade de Londres parece bem viva. Se você para o seu personagem e observa, vai ver pessoas interagindo, conversando, crianças jogando bola, casais se pegando no canto do muro, gente trabalhando, filas de trabalhadores, quando começa a chover algumas pessoas pegam guarda-chuvas, as carroças andam pra lá e pra cá, o trem passa, é muito legal. Porém, esta sensação logo passa quando você vai interagir com a cidade. Aí você percebe que, na verdade, Londres não é nada viva.
O seu personagem, por ser assassino e supostamente não matar inocentes, não consegue interagir com as pessoas nas ruas, então elas acabam sendo obstáculos pra você. Como se fosse um monte de toco de madeira que fica no caminho. A reação delas aos acontecimentos é lamentável. Você vai matar um membro de gangue ou um policial do lado de um grupo de gente, um ou outro vai começar a correr, alguns vão gritar e fazer um único movimento de medo, em que a pessoa abaixa e levanta as mãos, e a maioria não vai nem ligar, vai continuar fazendo o que tava fazendo de boa. Em vários momentos, as pessoas na rua vão te atrapalhar, vão atrapalhar seus controles, sua movimentação, vão te empurrar sem você querer, e pode ser estressante.
Um outro ponto complicado é que Assassin’s Creed Syndicate recicla MUITO os modelos de pessoas e inimigos. Basicamente, Londres é formada por um monte de gêmeos. Todo lugar tem gente igual, com roupas iguais. O jogo inteiro tem cerca de 4 tipos diferentes de inimigos: um cara careca, grande e mais forte, uma mulher, uns caras mais normais, e um outro tipo de mulher. Eles vão alternar nas cores das roupas, nas armas e nas barbas, no caso de serem homens, mas a sensação que você tem é de estar enfrentando a mesma galera o tempo todo. É um eterno deja vu.
Por outro lado, existe uma certa variedade de carruagens, e é muito legal vê-las se destruindo com os impactos. A gente vai falar mais das carruagens na hora que tratarmos da jogabilidade, mas a parte visual delas tá bem bacana.
Som
Vamos agora falar da parte sonora de Assassin’s Creed Syndicate.
A trilha sonora do jogo é bem bacana. O game mescla momentos em silêncio com momentos de músicas que se encaixam bem no clima que ele quer passar. As perseguições possuem músicas que te incentivam, os momentos cômicos têm músicas que aumentam ainda mais o humor da situação, é bem bacana. Você consegue perceber o clima de progresso, de revolução, de indústria e crescimento, e muito disto se deve à trilha sonora de Syndicate.
O jogo, como é costume da franquia, vem totalmente em português, com dublagem e legendas. A dublagem do jogo tá ok. Muito boa para alguns personagens, mas estranha para outros. Gostei bastante das vozes dos protagonistas, Jacob e Evie Frye, e do Crawford Starrick, vilão do game. Porém, as crianças, claramente personagens secundários, possuem umas vozes bizarras e às vezes medonhas. Os idosos idem, tem hora que chega a ser engraçado.
História (Sem Spoilers)
É hora de falarmos da história do game.
Assassin’s Creed Syndicate foi um jogo que fez questão de dizer, quando anunciado, que estariam se dedicando ao máximo para trazer de volta todos os elementos que fizeram a série ser um hit de sucesso absurdo nos últimos 8 anos. Unity foi um fiasco em vários sentidos, e a anualidade da franquia, juntando com a falta de inovações e a sensação de que todo ano é mais do mesmo, com muitos bugs e preços altíssimos incomoda cada vez mais pessoas e provavelmente incomoda também à própria Ubisoft.

A gente fez um vídeo quando o game foi anunciado, falando sobre todas as promessas, e uma delas era dar um enfoque total à história. A história de assassin’s Creed sempre foi um elemento que os fãs gostavam. A mistura de fatores históricos com assassinos e toda aquela coisa cativava, pelo menos nos primeiros games. Syndicate queria resgatar isto, e chegou até a cancelar qualquer modo multiplayer, para garantir que toda a equipe estivesse focada no que eles disseram que seria a melhor história de todos os Assassin’s Creed.
Com isto, vieram algumas mudanças: pela primeira vez na franquia, teríamos dois protagonistas, ao invés de um. E pela primeira vez na franquia dos games principais de Assassin’s Creed, teríamos uma protagonista feminina. Já tivemos outras assassinas, mas todas em games spin-offs ou menores.
Com Unity, a Ubisoft enfrentou uma série de polêmicas e uma delas era exatamente com relação à falta de personagens femininas. Em uma infeliz declaração, um dos funcionários envolvidos no game disse que fazer mulheres para o multiplayer demandava tempo e esforço e que além da captura de movimentos femininos seria necessário criar roupas, armas e acessórios, e não ficaria pronto a tempo, e por isto, acabaram descartando a ideia.

Muita gente se aproveitou disto pra fazer uma polêmica ainda maior, e ter uma protagonista feminina em Syndicate, bem como inimigas femininas e personagens fortes e importantes, também femininas, foi uma boa resposta da Ubisoft, que mostrou que liga para o tema e tratou muito bem tudo isto.
Eles não só incluiram mulheres, mas trataram-nas de maneira respeitosa e interessante. Evie Frye é FODA. Não precisamos de muito tempo pra não só se apaixonar por ela e seus belos gráficos, se é que me entendem, mas por sua personalidade.
Vamos falar da história de maneira resumida: Jacob e Evie Frye, dois irmãos gêmeos, decidem sair da cidade de Crawley e ir até Londres ajudar a libertá-la. Londres era “o centro do mundo”, não só pela sua localização, mas porque o progresso acontecia ali. A cidade crescia, a riqueza prosperava, as indústrias produziam a todo vapor. Só que tudo isto às custas dos trabalhadores.
Estamos em plena revolução industrial e, por mais que houvessem algumas leis, não eram cumpridas. A jornada de trabalho era extremamente alta, inclusive para mulheres e crianças, e as condições de vida de luxo e glamour da alta sociedade eram mantidas pela grande maioria trabalhadora, que se matava todos os dias em troca de salários ridículos, que mal pagavam sua alimentação e moradia precárias. Falando assim, nem parece que passou mais de um século, né? Se olharmos pra nossa realidade, muita coisa continua igual, a gente só não enxerga.
De qualquer modo, toda a estrutura de Londres é controlada por um homem: Crawford Starrick, detentor de praticamente todo o poder econômico. Starrick manteve e controla toda uma rede estrutural que funciona muito bem – pelo menos pra ele. O cara manda nos portos, na produção das fazendas, nas fábricas, no transporte da cidade e em tudo mais que vocês imaginarem. Ah, e ele pertence à famosa ordem dos Templários.
E assim começa Assassin’s Creed Syndicate. O game mantém a mesma estrutura de praticamente todos os Assassin’s Creed: você vai matando um monte de alvos até chegar no alvo principal. E enquanto isto vai fazendo missões para chegar até estes alvos e descobrir mais sobre o que está acontecendo. A história se divide em duas partes, e você joga uma parte com Evie e outra com Jacob, podendo escolher – até certo ponto, a ordem das missões.
Evie e Jacob são carismáticos e é muito legal ver os dois interagindo entre si, como irmãos. Os diálogos são bem bacanas, pelo menos até certa parte. Definitivamente são os melhores protagonistas de Assassin’s Creed desde Ezio. Jacob é hilário, destemido, forte e muitas vezes burro. Evie é a razão. Calma, centrada, pensa bem antes de agir e tem uma visão mais clara das coisas.
A história é ok, nada espetacular e infelizmente nada épico ou que lembre Assassin’s Creed 2, por exemplo.
A sensação que passa é que o pouco tempo entre o lançamento de cada novo Assassin’s Creed está forçando a barra e esgotando a profundidade das histórias. Em Unity, tivemos um dos períodos mais ricos historicamente falando, que foi a Revolução Francesa, e a história foi rasa, sem sal, sem quase nenhuma conexão com a França e pautada em amor. Em Syndicate, temos a Revolução Industrial, e também não vemos uma história aprofundada. A Revolução Industrial está ali e serve apenas de ambiente e algumas coisas, como trabalho infantil, servem de justificativa para side missions, mas a coisa toda gira em torno de enfraquecer Crawford.
O jogo não se leva a sério, e isto é bom. Muitas vezes a história e o comportamento dos personagens é quase cartoonizado, mas funciona muito bem. O problema é que é tudo muito raso. “Para chegar até fulano, que controla tal coisa importante, e matá-lo, precisamos falar com o ciclano, que vai pedir pra gente fazer algo pra ele em troca de nos dar a informação que nos levará ao beltrano, e assim sucessivamente até chegarmos no alvo”. Toda aquela coisa de focar na história para trazer de volta o melhor da franquia e mais uma vez, Syndicate não cativa. Você vai jogar e, rapidamente, vai se esquecer do que jogou, porque não é nada memorável.
Com relação à história contemporânea, o jogo traz os assassinos atuais, com uma breve narrativa que acontece em forma de cutscenes, que são bem bonitas visualmente falando. A cada número de sequências que você completa você vê parte das cutscenes, até ver o final.
Pessoalmente, eu fico feliz de não ter aquelas gameplays na Abstergo e não ter muito enfoque nos dias de hoje, porque nunca fui fã desta parte da história, acho que Assassin’s Creed brilha mais quando trabalha a história de época, mas muita gente sente falta de jogar no presente. Em Syndicate, é interessante ver as cutscenes e acho que fica melhor assim, do que te forçar a jogar. Acabaram também aqueles momentos de viagem do Unity, em que o Animus bugava e Arno ia parar em outras épocas. Ainda bem.
Jogabilidade
Vamos falar agora da jogabilidade.
Assassin’s Creed Syndicate consegue dar um passo adiante em todos os aspectos de jogabilidade se comparados à Assassin’s Creed Unity. Não que isto seja algo memorável, já que Unity era tenso.
Jacob e Evie possuem características distintas, mas no fim das contas, não tem uma diferenciação muito grande. Os dois compartilham a mesma exp e pontos de habilidade, mas cada um tem sua árvore específica de skills. A maioria são as mesmas skills, só que Jacob tem algumas habilidades que só ele pode ter, e estas são focadas em porrada e confrontos diretos, enquanto que Evie também possui 3 ou 4 habilidades únicas, mas focadas em stealth. Existe uma quantidade bacana de roupas, acessórios e tipos de arma para você comprar e utilizar.
O combate do jogo foi melhorado, está mais rápido, mais dinâmico, pegando tudo o que funcionava e jogando fora tudo de ruim dos anteriores. Aqui é um ponto sólido e positivo de Syndicate. Lutar ficou interessante, ficou um pouco mais fácil, mas não pela dificuldade da luta em si, mas porque você agora não precisa brigar com os controles o tempo todo. Todos os movimentos respondem muito bem e é divertido, principalmente quando você enfrenta vários inimigos ao mesmo tempo. Ainda continua com aquela coisa de esperarem e atacarem um por um, mas isto é o de menos.

Os movimentos estão em tese mais funcionais e menos confusos. O jogo acrescentou melhorias na movimentação geral, e diferenciou bem os botões para os movimentos verticais para cima e para baixo. Se você quiser escalar e subir as coisas, basta correr, segurando “a” no Xbox ou “x” no Playstation, e tudo o que seu personagem fará será no intuito de ir para cima. Se você quiser descer, você corre, segurando “b” no Xbox ou “bolinha” no Playstation, e todos os movimentos do seu personagem serão direcionados a ir para baixo.
Isto é muito bacana porque, em tese, acaba com aquela confusão de controles em que você briga o tempo todo querendo ir para um lado e não vai. No entanto, eu disse em tese porque muitas vezes você ainda se verá nesta briga, xingando os controles porque não fazem o que você quer fazer.
Uma coisa ruim é que o mesmo bolinha que você usa para fazer movimentos para baixo é o botão de ação do game, e serve pra praticamente tudo, desde conversar com alguém até sequestrar pessoas e abrir baús ou fazer qualquer interação. Então muitas vezes você vai se confundir todo, porque vai ter que apertar o botão para falar com alguém, só que aconteceu uma luta ali, e ao invés de falar com a pessoa você irá pegar o cadáver no chão e carregar, já que o botão faz a mesma coisa. Ou vai tentar abrir um baú e, ao invés de abrir o baú, vai se pendurar na beirada de onde você tiver, já que é o mesmo botão. Tem hora que estressa.

Syndicate acrescentou agora o botão L1 para você entrar nas janelas abertas. Em Unity, era uma luta realizar este movimento supostamente simples. Agora, em tese, tá melhor. Mais uma vez digo em tese porque, apesar de ter o botão pra facilitar o movimento, você ainda se encontrará brigando para vê-lo aparecendo e para que seu personagem entre nas janelas. Foi um passo adiante, mas ainda tá longe de estar perfeito.
Syndicate também acabou com aquela coisa de app de celular pra abrir baús. Todos os baús do jogo são interativos, você só precisa encontrá-los e, para alguns, precisa ter a skill de lockpick para poder arrombá-los. Muito bacana. Aproveitando que falamos disto, Syndicate não abandonou as microtransações: o jogo permite que você gaste dinheiro real para comprar boosts de exp, para que seu personagem pegue level mais rápido, e também permite que você compre itens e armas. No entanto, estas microtransações estão menos agressivas e são totalmente opcionais, pelo menos até o momento, a Ubisoft disse que elas estarão lá apenas para os jogadores que preferem pagar por não possuírem tempo de explorar o jogo. É possível adquirir todas as coisas simplesmente jogando Assassin’s Creed Syndicate. Aí tudo bem.
Assassin’s Creed Syndicate possui as missões principais e várias side missions. Londres está tomada por gangues e uma das formas de reduzir o poder de Starrick é acabar com o controle das gangues nos bairros. Cada bairro tem um líder de gangue e regiões menores que você precisa libertar. Para isto, vai realizando missões como libertar crianças das fábricas, caçar e matar templários, sequestrar e entregar procurados pela polícia e invadir bases de gangues e matar todos os membros.
Estas missões são divertidas, mas com o tempo, se tornam repetitivas, uma vez que são vários bairros e a única diferença nas missões vai ser o nível que você precisa e o lugar onde elas acontecem. De resto, vocÊ continuará fazendo as mesmas coisas para libertar os bairros. Quando concluir todas as missões de cada bairro, uma nova missão aparece, onde você precisa desafiar e enfrentar o líder local. Se ganhar, você garante que sua gangue tenha o controle daquele bairro e reduz drasticamente a presença de inimigos nele.
Uma coisa bem legal com relação a isto é que quando você faz cerca de 70 a 80% das missões de liberação de um bairro, o líder de gangue daquele lugar aparece e se revela pra você, te ameaçando com um monte de capangas. Naquele momento em que ele aparece, é possível que você corra atrás dele e o mate. Se você conseguir matar o líder de gangue nesta hora, na hora que a missão de enfrentá-lo aparecer, você ainda faz a missão, só que ela será muito mais fácil, porque o líder já tá morto.
Outra coisa bacana: você tem capangas espalhados pela cidade toda, e se eles estiverem perto quando você começar a lutar, virão te ajudar. O game agora conta com um sistema de polícia, que é como se fosse uma terceira facção no jogo. A polícia vai bater tanto nos membros de gangue rival quanto em você, e isto é legal porque muitas vezes você pode usar a própria polícia a seu favor, porque eles entram na briga também e atacam os inimigos.
Duas novas adições à Gameplay
Assassin’s Creed Syndicate traz duas novas adições interessantes de gameplay: a capacidade de controlar carruagens e um gancho, no melhor estilo Batman Arkham.
As carruagens possuem um controle estranho, mas rapidinho você pega o jeito. Elas alteram bastante a dinâmica do game porque, tirando o fast travel, são a forma mais rápida de você ir até os lugares. Agora você não precisa ficar se pendurando nos prédios para cortar caminho, vai de carruagem e rapidinho tá lá. O tenso é que a carruagem é tudo, menos carruagem. Parece um tanque. Você vai andando com ela e quebrando tudo o que estiver em seu caminho, inclusive pessoas. É meio bizarro você ver um assassino atropelando pessoas, mas tudo bem, você releva esta parte. Um outro ponto bem legal das carruagens são os combates em cima delas. É possível subir e interceptar os condutores, bem como lutar no topo enquanto o cavalo guia aleatoriamente. O problema é que é muito bugado. Se você enfrentar inimigos assim, vai ver gente sumindo, gente voando, gente teletransportando pra cima da sua carruagem, e por aí vai.
Já o gancho também dá uma dinâmica bacana pro game, quando funciona. Ele serve tanto verticalmente quanto horizontalmente, no estilo tirolesa. A maior utilização dele é ir até prédios do outro lado da rua sem precisar cair na rua, ou então subir de uma só vez algum prédio grande. É possível também controlar a velocidade que você tem na tirolesa, e até mesmo parar, mirar inimigos abaixo e realizar assassinatos de tirolesa. É bem legal.
Vamos falar agora de alguns problemas sérios de Syndicate, com relação à jogabilidade: primeiro, o jogo praticamente te força a fazer as side missions, já que só com elas que você ganha xp pra upar e atingir os níveis recomendados para as missões principais. Com isto você aumenta as horas de jogo, mas as missões não são tão criativas e você sente que está fazendo a mesma coisa o tempo todo.
Inteligência Artificial de Inimigos e Stealth
Um outro ponto tenso é com relação à inteligência artificial dos inimigos, e eu tô falando isto aqui porque é realmente ruim. Este é um dos pontos mais fracos do game. Os inimigos simplesmente não possuem nenhuma inteligência. Você pode chamar de burrice artificial se quiser, porque eles simplesmente olham pra frente. Se te veem, vão direto no ponto que te viram, e isto pode ser usado pra tirar vantagem deles. Se você mata alguém do lado de um inimigo, e não tá na frente dele, ele não liga. Se ele vê um amigo morto, ele pode até ir até o amigo, mas vai ficar parado olhando pro defunto e você pode usar isto pra matá-lo. Junte isto ao Stealth fraquíssimo do jogo, e você tem uma combinação bizarra e mortal em suas mãos.
O Stealth também não funciona muito bem e nem é tão empolgante, mas pelo fato de os inimigos serem tão burros, você acaba achando que o stealth é bom e que você manda bem. Mas não é. Se você comparar a estrutura stealth e a inteligência artificial dos inimigos de Assassin’s Creed Syndicate com Metal Gear Solid V, por exemplo, vai perceber o tanto que Syndicate é fraco. E digo isto porque ambos foram lançados no mesmo ano, com cerca de dois meses de diferença.
O Stealth e a inteligência artificial de Syndicate são mais fracos até do que jogos da geração passada. É estranho dizer isto, mas o próprio Splinter Cell, da Ubisoft, trabalha o Stealth de maneira infinitamente superior ao que temos em Assassin’s Creed Syndicate. Uma pena, já que grande parte do game gira em torno de stealth.
Por fim, os loadings do game continuam longos. Não tanto como aqueles de Unity, que duravam quase um minuto, mas ainda assim tomam cerca de 20 a 30 segundos. E tô falando de loading aqui simplesmente porque ainda chamam a atenção. Pra game da nova geração, isto é absurdo. Se você falha uma missão ou precisa dar Fast Travel, é tenso.
Bugs
Agora antes de acabarmos, vamos falar dos bugs: Assassin’s Creed Syndicate tem bugs. Muitos bugs. Mas se você comparar com Unity, que é praticamente o pai e líder supremo dos bugs da nova geração, pode-se dizer que Syndicate tem um pouco menos. Em relação a bugs que te forçam a voltar no game ou travam o jogo, bem menos.

Em toda a minha gameplay, que demorou umas 20 e poucas horas, experimentei apenas dois bugs que me forçaram reiniciar o game. Um deles foi na gameplay do início, onde um inimigo importante para a conclusão da missão simplesmente ficou invisível e eu não consegui pegar a chave que ele tinha depois que ele morreu, e outro foi tentando pular de um trem e ficando preso em um lugar aleatório onde eu não conseguia me mover.
De resto, a maioria dos bugs continuam acontecendo com frequência altíssima, mas são aqueles bugs que chegam a ser engraçados: personagens sumindo ou aparecendo do nada, tremendo, voando, travando, principalmente na hora de subir ou descer escada, algumas vezes tive uma espécie de congelamento da tela, como se tivesse acontecendo tela azul de pc, mas dez segundos depois o jogo voltava, em vários momentos a gente via crianças se matando aleatoriamente, principalmente quando a gente matava alguém perto delas, aí elas saíam correndo, gritando, e se jogavam de algum lugar. No dia de lançamento já rolou logo um patch de correção a vários bugs, mas ainda assim outros persistem, inclusive, todos os citados aqui nesta review aconteceram depois de instalar o patch.
Conclusão
Assassin’s Creed Syndicate é um jogo ok. É o que o Unity deveria ter sido, um ano depois. O jogo acrescenta alguns elementos interessantes à franquia, corrige muitos problemas e decisões que deram muito errado no game anterior e mostra que é possível um futuro bacana para a série.
No entanto, vejo Syndicate como um começo. Um passo dado corrigindo o caminho, mas ainda muito longe de ser algo memorável ou grandioso, como Assassin’s Creed 2 foi um dia. Apesar de personagens principais cativantes e interessantes, a história – fator que devira ser o carro-chefe deste game, não empolga.
Se você jogou Assassin’s Creed há muito tempo e quer jogar novamente, Syndicate vai te satisfazer. Se jogou o Unity, vai ter um jogo com muitos aspectos melhores, mas ainda assim terá a sensação de estar jogando a mesma coisa, em um mapa diferente. Se você é MUITO fã de Assassin’s Creed, pode ser que curta jogar o Syndicate. Porém, se você estiver procurando um grande jogo de ação e aventura em mundo aberto, talvez seja melhor olhar para outros títulos.
Infelizmente, a série continua sendo uma mesmice anual com o acréscimo de um ou outro elemento a cada novo jogo. Talvez seja hora de parar um pouco. Respirar. Voltar para os rascunhos e deixar um tempo passar para as pessoas sentirem saudades ou falta da franquia, enquanto projetam algo realmente novo para dar novos ares para Assassin’s Creed. Nem mesmo a estrutura principal da história mudou e, em 8 anos de jogos, continuamos com a mesma coisa: mata um aqui, outro ali, outro lá, até chegar no chefe final, só que cada vez mais com histórias que significam menos e que são menos memoráveis.
Com ajuda de Spencer C. e Luiz Henrique
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Games
Games brasileiros ganham destaque no Xbox e mostram força crescente da indústria nacional
Published
2 dias agoon
26 de maio de 2026By
Pandora Nana
Durante muito tempo, o Brasil foi visto apenas como um enorme mercado consumidor de videogames. Hoje, porém, esse cenário está mudando rapidamente. Os estúdios nacionais vêm conquistando espaço internacional, aparecendo em grandes eventos globais e entrando cada vez mais forte no ecossistema do Xbox. E maio de 2026 mostrou exatamente isso.
Nos últimos dias, jogos brasileiros ganharam destaque dentro do Xbox com lançamentos no Game Pass, anúncios durante a gamescom latam e presença no programa ID@Xbox, iniciativa voltada para apoiar desenvolvedores independentes ao redor do mundo.
Mais do que apenas notícias isoladas, esses movimentos mostram um amadurecimento importante da indústria nacional. O Brasil começa a deixar de ser apenas consumidor para se tornar também exportador de experiências criativas, jogos autorais e narrativas próprias.
Entre os destaques do mês estão Motorslice, RoadOut e Black Sailor: Bay of All Saints — três produções muito diferentes entre si, mas que ajudam a mostrar a diversidade e a ambição dos desenvolvedores brasileiros atualmente.
Games brasileiros estão conquistando espaço dentro do Xbox
O crescimento da indústria brasileira de games já vinha acontecendo há alguns anos, mas recentemente ele começou a ganhar uma visibilidade muito maior dentro das grandes plataformas internacionais.
A presença crescente de jogos nacionais no Xbox mostra justamente isso. Seja através do Game Pass, do programa ID@Xbox ou de eventos como a gamescom latam, os estúdios brasileiros começam a ocupar espaços antes dominados quase exclusivamente por produções norte-americanas, europeias e japonesas.
E o mais interessante é perceber como os projetos nacionais estão cada vez mais diversos. Hoje, o Brasil não produz apenas jogos mobile ou experiências menores. Os estúdios locais vêm apostando em:
- RPGs ambiciosos
- jogos de ação
- experiências narrativas
- títulos estratégicos
- mundos pós-apocalípticos
- ficção científica
- estética autoral
Tudo isso ajuda a consolidar uma identidade própria para o mercado brasileiro.
Além disso, o crescimento do cenário indie global abriu espaço para produções mais criativas e experimentais. Plataformas como Xbox passaram a enxergar valor justamente em jogos menores, mas com forte identidade artística e propostas diferentes do padrão AAA tradicional.
Motorslice mostra como os indies brasileiros estão ganhando força
Um dos maiores destaques recentes é Motorslice, jogo desenvolvido por dois irmãos brasileiros e que chegou diretamente ao catálogo do Xbox Game Pass.
A proposta mistura ação, aventura e parkour em um cenário brutalista cheio de megaconstruções gigantescas. No controle da personagem “Slicer P”, os jogadores precisam explorar estruturas enormes, escalar chefes colossais e enfrentar criaturas ligadas a equipamentos de construção vivos.
Visualmente, o jogo chama atenção justamente por sua estética diferente. A arquitetura brutalista cria uma atmosfera pesada, industrial e quase opressiva, algo que ajuda a destacar o game dentro do catálogo do Xbox.
O lançamento no Game Pass também representa um passo importante para qualquer estúdio independente. Estar disponível no serviço significa alcançar milhões de jogadores instantaneamente, aumentando enormemente a visibilidade do projeto.
Nos últimos anos, o Game Pass se tornou uma das maiores vitrines para jogos indies do mercado. E para estúdios brasileiros, isso pode significar não apenas reconhecimento internacional, mas também oportunidades de expansão, novos investimentos e fortalecimento da cena nacional.
RoadOut aposta em RPG pós-apocalíptico e exploração
Outro título brasileiro que ganhou destaque no Xbox foi RoadOut, RPG de ação e aventura lançado em maio para Xbox Series X|S.
O game aposta em um mundo pós-apocalíptico onde exploração e sobrevivência são elementos centrais da experiência. Os jogadores atravessam cenários devastados utilizando veículos, enquanto também precisam enfrentar combates a pé dentro de masmorras repletas de puzzles e desafios.
A proposta lembra algumas influências bastante conhecidas do público geek, como:
- Fallout
- Mad Max: Fury Road
- Death Stranding
Mas o interessante é perceber como RoadOut tenta criar sua própria identidade dentro desse gênero.
Esse tipo de projeto também mostra como os estúdios brasileiros estão se tornando mais ambiciosos tecnicamente. Produzir um RPG de exploração com veículos, combate e estrutura aberta exige um nível de desenvolvimento muito mais complexo do que produções independentes tradicionais.
Isso demonstra um amadurecimento importante do setor nacional.
Black Sailor usa a história do Brasil como inspiração
Talvez o projeto mais interessante do ponto de vista narrativo seja Black Sailor: Bay of All Saints, destaque brasileiro apresentado pelo programa ID@Xbox durante a gamescom latam 2026.
O jogo aposta em estratégia naval tática por turnos ambientada na Baía de Todos os Santos durante o Brasil colonial do século XVIII. A proposta acompanha pessoas anteriormente escravizadas que lideram uma revolta, tomam um navio negreiro e passam a atuar como piratas lutando pela própria liberdade.
A temática chama atenção justamente por utilizar elementos históricos brasileiros dentro de um gênero pouco explorado no país.
Durante muitos anos, grande parte dos jogos brasileiros tentava reproduzir cenários genéricos inspirados em produções internacionais. Agora, diversos estúdios começam a perceber que utilizar identidade cultural própria pode ser justamente o diferencial mais forte de seus projetos.
Black Sailor parece seguir exatamente essa tendência.
Além disso, o fato de o game ter sido destacado pelo ID@Xbox mostra como existe interesse crescente por experiências diferentes e culturalmente específicas dentro do mercado global.
O Brasil vive um dos momentos mais interessantes da sua indústria gamer
O cenário brasileiro de games passou anos enfrentando dificuldades estruturais, falta de investimento e pouca visibilidade internacional. Mesmo assim, os estúdios nacionais continuaram crescendo, aprendendo e construindo espaço dentro da indústria global.
Hoje, o resultado começa a aparecer de maneira muito mais evidente.
Eventos como a gamescom latam ajudam a fortalecer o mercado regional, enquanto programas como o ID@Xbox criam oportunidades reais para desenvolvedores independentes alcançarem novos públicos.
Além disso, o crescimento dos jogos independentes no mundo inteiro ajudou a mudar a lógica do mercado. Nem todo sucesso precisa competir diretamente com gigantes bilionários. Muitas vezes, criatividade, direção artística forte e identidade própria conseguem chamar muito mais atenção.
E talvez seja justamente aí que os games brasileiros estejam encontrando sua força.
Ao invés de apenas tentar copiar tendências internacionais, muitos estúdios nacionais começam a apostar em propostas autorais, temas culturais diferentes e estilos visuais únicos.
Xbox reforça aposta em diversidade e novos mercados
A presença crescente de jogos brasileiros dentro do Xbox também mostra uma mudança importante na própria estratégia da plataforma.
Nos últimos anos, a Microsoft passou a investir cada vez mais em:
- jogos independentes
- novos mercados
- diversidade cultural
- experiências autorais
O programa ID@Xbox se tornou peça fundamental nisso tudo, permitindo que pequenos estúdios tenham acesso a ferramentas, distribuição e visibilidade internacional.
Para países como o Brasil, isso cria oportunidades gigantescas.
A indústria nacional ainda enfrenta desafios, mas o momento atual mostra que o mercado brasileiro finalmente começa a ocupar um espaço mais relevante dentro do cenário global de games.
E se maio de 2026 serviu como indicativo de alguma coisa, é que os próximos anos podem colocar ainda mais jogos brasileiros no radar internacional.
Agora resta saber: qual será o próximo game nacional a virar fenômeno mundial?
E aí, qual jogo brasileiro mais merece reconhecimento global na sua opinião? Para mais conteúdos sobre games, cultura geek e indústria gamer brasileira, acompanhe também meu Instagram: @pandora.nana
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eSports
Nobru participa do Favela Gaming e leva tecnologia, games e oportunidades para periferias
Published
3 semanas agoon
7 de maio de 2026By
Pandora Nana
O universo gamer brasileiro já deixou de ser apenas entretenimento há muito tempo. Hoje, ele movimenta carreiras, influencia a cultura pop, cria negócios milionários e abre portas para milhares de jovens que enxergam nos games uma oportunidade de transformar suas vidas. E poucos nomes representam isso tão bem quanto Nobru.
O influenciador e campeão mundial de Free Fire participa, neste mês, da nova temporada do Lab Móvel, iniciativa do Favela Gaming que leva tecnologia, aprendizado e oportunidades para comunidades brasileiras. Mais do que um evento gamer, o projeto se tornou um símbolo de como os esports e a inclusão digital podem impactar diretamente a realidade das periferias.
Com ações em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o Lab Móvel reforça uma tendência cada vez mais evidente: o futuro da indústria gamer brasileira passa pelas comunidades.
Nobru e Favela Gaming: quando os games se tornam ferramenta de transformação
A participação de Nobru no projeto carrega um peso simbólico importante. O influenciador conhece de perto a realidade das periferias e frequentemente usa sua própria trajetória como exemplo de como os games podem abrir caminhos antes considerados impossíveis.
Durante sua participação no Lab Móvel, em Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, Nobru destacou justamente a importância do acesso. Segundo ele, talento sempre existiu nas quebradas, mas faltavam oportunidades reais para transformar potencial em carreira. Essa conexão direta com o público é um dos motivos que fazem o criador de conteúdo ser tão relevante dentro e fora do cenário competitivo.
O Favela Gaming nasceu da parceria entre Final Level Co, YouTube Gaming e Gerando Falcões, com o objetivo de democratizar o acesso à indústria dos games e da tecnologia. Em três anos, o projeto já impactou mais de 60 mil jovens e suas famílias, oferecendo aulas, capacitação e experiências ligadas ao universo gamer.
E o mais interessante é que a iniciativa vai muito além do entretenimento. O projeto utiliza os games como porta de entrada para discutir educação digital, mercado de trabalho, empreendedorismo e novas profissões ligadas à economia criativa.
A periferia se tornou uma potência dentro do cenário gamer brasileiro
Durante muito tempo, o mercado de games no Brasil parecia distante da realidade das periferias. Consoles caros, computadores de alto desempenho e internet limitada criavam barreiras enormes para boa parte dos jovens brasileiros. Mas isso começou a mudar com o crescimento dos jogos mobile.
Fenômenos como Free Fire ajudaram a democratizar o acesso aos esports no país. Bastava um celular simples para entrar em partidas competitivas, consumir conteúdo gamer e fazer parte da comunidade online. O resultado foi uma explosão cultural que transformou o cenário brasileiro.
Foi justamente nesse contexto que Nobru surgiu como um dos maiores nomes dos esports nacionais. Sua trajetória saiu das comunidades e alcançou o topo do cenário competitivo mundial, transformando o influenciador em uma referência para milhões de jovens que se enxergam em sua história.
Hoje, o impacto das periferias dentro da cultura gamer brasileira é impossível de ignorar. Streamers, pro players, criadores de conteúdo e influenciadores vindos das comunidades dominam audiência, engajamento e tendências nas redes sociais. O universo geek brasileiro ficou mais diverso, mais acessível e muito mais conectado com a realidade da juventude periférica.
Lab Móvel mistura games, tecnologia e Inteligência Artificial
Um dos pontos mais interessantes do Lab Móvel é justamente a combinação entre entretenimento e formação profissional. O projeto leva para as comunidades uma estrutura completa com computadores gamers, PlayStation 5, área mobile, mini torneios de Free Fire e experiências voltadas ao universo digital.
Mas o foco não está apenas em jogar. A proposta também inclui oficinas de Inteligência Artificial, letramento digital e bate-papos com profissionais da indústria gamer e tecnológica. Essa mistura mostra como o setor de games deixou de ser apenas lazer e passou a funcionar como um verdadeiro ecossistema profissional.
Para muitos jovens participantes, o contato com IA, programação, produção audiovisual ou criação de conteúdo acontece pela primeira vez dentro desse tipo de iniciativa. Isso cria novas perspectivas de carreira e amplia horizontes profissionais para além do sonho de se tornar jogador competitivo.
Outro ponto importante é que projetos como esse ajudam a reduzir uma barreira histórica: o acesso à tecnologia. Em um cenário onde a transformação digital acontece cada vez mais rápido, oferecer esse contato prático com ferramentas modernas pode fazer diferença real no futuro desses jovens.
O mercado gamer virou uma porta de entrada para novas profissões
A indústria dos games já movimenta bilhões ao redor do mundo e segue crescendo ano após ano. No Brasil, o setor se tornou uma das áreas mais promissoras da economia digital, impulsionando carreiras que vão muito além dos campeonatos de esports.
Hoje, o ecossistema gamer envolve diversas profissões:
- streamers
- editores de vídeo
- designers
- programadores
- narradores de campeonatos
- social media
- desenvolvedores
- produtores de eventos
- influenciadores digitais
Isso significa que jovens das periferias podem encontrar diferentes caminhos dentro desse mercado. E o mais importante: muitos deles já começam consumindo games diariamente, o que cria uma conexão natural com o setor.
O próprio Favela Gaming aposta nessa visão mais ampla da indústria. A iniciativa atua nos pilares educacional, competitivo e sociocultural, mostrando que os games podem funcionar tanto como entretenimento quanto como ferramenta de inclusão econômica.
Além disso, a ascensão de criadores de conteúdo vindos das comunidades reforça uma mudança importante na cultura digital brasileira. O público não quer apenas grandes celebridades inalcançáveis: ele busca pessoas reais, com histórias próximas da sua realidade.
Nobru ultrapassou os esports e virou referência cultural
Embora tenha ficado conhecido mundialmente por sua trajetória no Free Fire, Nobru já ultrapassou há muito tempo o papel de pro player. Hoje, ele é empresário, influenciador, criador de conteúdo e uma das figuras mais relevantes do entretenimento gamer nacional.
Além de ser cofundador da organização Fluxo, Nobru também atua em diferentes empreendimentos ligados ao universo digital e ao lifestyle. Sua presença nas redes sociais ultrapassa 36 milhões de seguidores, consolidando seu alcance muito além da comunidade gamer.
O reconhecimento também chegou ao mercado tradicional. A presença do influenciador na lista Forbes Under 30 mostra como os games passaram a ocupar um espaço relevante dentro da economia criativa brasileira.
Mas talvez o principal diferencial de Nobru seja justamente sua autenticidade. Ele continua conectado às suas origens e frequentemente utiliza sua influência para incentivar jovens periféricos a acreditarem no próprio potencial.
Essa identificação ajuda a explicar por que sua participação no Favela Gaming gera tanto impacto. Para muitos jovens, ele representa a prova concreta de que é possível transformar games em carreira, oportunidade e mudança de vida.
O futuro dos games no Brasil passa pelas periferias
Durante anos, o mercado gamer brasileiro focou principalmente no consumo. Agora, o cenário começa a mudar. As periferias estão deixando de ser apenas audiência e passando a ocupar espaço como protagonistas da indústria.
Projetos como o Favela Gaming ajudam a acelerar esse movimento ao conectar juventudes periféricas com tecnologia, capacitação e oportunidades concretas dentro da nova economia digital.
O crescimento do mobile gaming, dos criadores de conteúdo independentes e da cultura dos esports mostra que o acesso aos games nunca foi tão democrático. E isso cria espaço para revelar novos talentos em diferentes áreas do setor.
Mais do que formar jogadores profissionais, iniciativas como o Lab Móvel ajudam a construir autoestima, ampliar repertório digital e criar possibilidades de futuro para jovens que muitas vezes não tiveram acesso a esse universo.
No fim das contas, talvez esse seja o maior impacto dos games atualmente: não apenas divertir, mas também transformar vidas.
E aí, você acredita que os games podem mudar o futuro das periferias brasileiras? Me conta sua opinião e aproveita para acompanhar mais conteúdos sobre cultura gamer, esports e universo geek no meu Instagram: @pandora.nana
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Games
PlayMinas Inaugura Calendário de 2026 em Venda Nova Unindo Educação e Tecnologia
Published
4 meses agoon
21 de janeiro de 2026By
Pandora Nana
O ano de 2026 começa com um impulso renovado para a cultura gamer em Minas Gerais. Nos dias 26 e 27 de janeiro, o projeto itinerante PlayMinas desembarca na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, ocupando a Escola Municipal Padre Marzano Matias. A iniciativa, que já se consolidou como um marco na integração entre tecnologia e ensino, busca transformar o ambiente escolar em um polo de inovação digital e protagonismo estudantil.
Promovido pela Codemge e pelo Governo de Minas Gerais, em parceria com a Sedese e o Instituto Novare, o evento democratiza o acesso a ferramentas que, antes, eram vistas apenas como entretenimento. Ao colocar a cultura gamer no centro do debate pedagógico, o PlayMinas permite que jovens da rede pública visualizem novas trajetórias profissionais e desenvolvam habilidades essenciais para o século XXI, como o raciocínio lógico e a colaboração.
A Gamificação como Ferramenta de Aprendizado nas Escolas
A proposta do PlayMinas em Venda Nova vai muito além das telas. O projeto utiliza os jogos digitais como um eixo central para o desenvolvimento do pensamento crítico. Ao participar de oficinas e experiências interativas, os alunos são incentivados a compreender a lógica por trás dos códigos e das narrativas, transformando o consumo passivo de mídia em uma postura ativa de criação e descoberta.
Nesse contexto, a cultura gamer é apresentada como uma linguagem educacional poderosa. Professores e alunos têm a oportunidade de explorar como os elementos dos games — como sistemas de recompensa, superação de desafios e narrativa — podem ser transpostos para o currículo escolar. Essa abordagem pedagógica moderna ajuda a manter o engajamento estudantil e prepara os jovens para lidar com as complexidades do mundo digital de forma consciente e responsável.
Além disso, a estrutura montada na Escola Municipal Padre Marzano Matias funciona como um laboratório vivo. Durante os dois dias de atividades, o ambiente escolar é ressignificado, permitindo que a experimentação tecnológica ocorra de forma segura e inclusiva. O objetivo é que o conhecimento adquirido não se limite aos dias do evento, mas plante sementes de curiosidade técnica e artística na comunidade local.
Economia Criativa e o Futuro Profissional em Minas Gerais
O PlayMinas também atua como uma vitrine para a pujante economia criativa do estado. Minas Gerais tem se destacado no cenário nacional pela produção de conteúdo e pelo desenvolvimento de softwares, e o evento em Venda Nova serve para mostrar aos jovens que a cultura gamer é uma indústria viável e lucrativa. O contato direto com profissionais da área abre horizontes para carreiras em design, programação, roteirização e gestão de projetos digitais.
A descentralização das ações é um ponto fundamental dessa estratégia. Ao levar o projeto para bairros fora do eixo central de Belo Horizonte, o governo estadual garante que talentos locais sejam descobertos e valorizados. A ideia é criar uma rede de inovação que abrace todas as regiões, preparando o terreno para o Game Fest Minas, o grande evento que consolidará o estado como uma referência absoluta no setor ao final do ano.
Para os empreendedores e comunidades locais, a etapa de Venda Nova representa uma chance de entender as novas demandas do mercado. A valorização da sustentabilidade e do uso ético da tecnologia são pilares que acompanham cada oficina, reforçando que o crescimento da cultura gamer deve caminhar lado a lado com a responsabilidade social. Assim, o projeto constrói uma base sólida para que o futuro digital mineiro seja não apenas inovador, mas também humano e equitativo.
Para ficar por dentro de todas as novidades sobre tecnologia, eventos e as próximas etapas deste circuito, não deixe de acompanhar meu Instagram: https://www.instagram.com/pandora.nana/
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