Livro de estreia da autora Mari Hage foi lançado nesta quinta-feira, 14 de maio, e mistura ficção científica, romance, investigação e uma discussão atual sobre memória, verdade e manipulação.
Em um mundo onde o passado foi apagado e tudo o que pertence a épocas antigas é tratado como proibido, uma descoberta inesperada pode ser suficiente para colocar toda uma narrativa oficial em xeque. É a partir dessa premissa que Buscador de Destinos, romance de estreia da autora Mari Hage, chega ao público nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.
Disponível na Amazon, o livro apresenta uma história de ficção científica e distopia jovem adulta centrada em uma garota que encontra, entre os pertences da irmã, um objeto estranho. Ao decidir investigar a origem daquilo, ela começa a se aproximar de uma verdade que foi cuidadosamente escondida. Compre Buscador de Destinos na Amazon
Mais do que construir um futuro tecnológico, Mari Hage usa esse universo para discutir um tema bastante presente fora da ficção: o controle da informação. Em Buscador de Destinos, apagar registros, manipular versões da história e restringir o acesso ao conhecimento não são apenas elementos de ambientação. São as bases de um sistema autoritário que depende da ignorância coletiva para continuar de pé.
Uma distopia que nasce de um medo real
Ao falar sobre a origem da obra, Mari explica que a ideia surgiu de uma inquietação que tem pouco de distante ou fantasiosa. Para ela, o avanço da desinformação, das fake news e da inteligência artificial tornou ainda mais urgente pensar em quem define o que é verdade.
“A gente vive cercado de fake news, notícias manipuladas e grupos criando narrativas só pra atrair a galera. Com a inteligência artificial então, isso vira uma arma de controle bizarra. O livro é meio que um reflexo desse meu receio: e se a gente não conseguisse mais saber o que é verdade e o que foi ‘editado’ pra gente acreditar?”
Essa preocupação atravessa o romance e ajuda a situá-lo dentro de uma tradição forte da ficção distópica, marcada por obras que usam futuros autoritários para comentar ansiedades do presente. O livro dialoga com referências como 1984, Fahrenheit 451 e Jogos Vorazes, mas aposta em uma identidade própria ao unir esse comentário político a uma narrativa de descoberta, tensão afetiva e formação de vínculos.
O resultado é uma história que fala de opressão e manipulação sem abrir mão do dinamismo esperado de uma aventura jovem adulta. Há investigação, segredos de mundo, perigos crescentes e relações construídas em meio ao caos.
Entre mistério, romance e personagens com potencial de fandom
Um dos pontos que mais chamam atenção em Buscador de Destinos é a forma como a obra cruza gêneros. O livro parte de uma distopia tecnológica, mas também incorpora elementos de romance, fantasia, investigação e ficção científica. Essa combinação aparece tanto na trama quanto na relação entre seus personagens, que trabalham dinâmicas muito populares entre leitores de saga, como enemies to lovers, friends to lovers, slow burn e found family.
Entre os nomes que prometem conquistar o público estão Basil, Gaspar e Lumira, personagens que, segundo a própria autora, tendem a provocar forte apego emocional. Lumira, em especial, ocupa um lugar de destaque por sua ambiguidade.
“A Lúmira é sempre um desafio porque ela é muito ambígua”, conta Mari.
A autora também revela que há outro personagem que ganhou uma complexidade inesperada durante a escrita e se tornou uma das grandes questões para o próximo livro.
“Ele traz uma questão de ética interna tão grande que eu ainda tô fritando nele pro próximo livro. Mas ó, sem spoilers por aqui. Tem que ler pra entender.”
A fala reforça que Buscador de Destinos foi pensado para ir além de um primeiro volume isolado. A história estreia já com fôlego de universo, conflitos que podem se expandir e personagens desenhados para continuar gerando debate depois do fim da leitura.
De um RPG futurista a uma saga literária
O universo de Buscador de Destinos nasceu em 2023, dentro de um RPG futurista chamado Destino, mestrado por Mari Hage para seus amigos. A autora, que escreve desde os 14 anos, viu naquele cenário uma oportunidade de reunir ideias antigas, personagens e inquietações que já vinham amadurecendo havia algum tempo.
“Eu sempre escrevi coisas, desde os meus 14 anos, então decidi pegar esse mundo tecnológico e juntar com rascunhos antigos que eu já tinha.”
A construção coletiva típica dos RPGs também parece ter deixado marcas positivas no projeto. Há uma sensação de mundo vivido, com espaço para relações intensas, revelações graduais e personagens que não existem apenas para movimentar a trama, mas para criar laços com quem lê.
Quando perguntada se sempre imaginou a história como uma saga, Mari é direta e bem-humorada.
“Infelizmente, ou felizmente, eu não sei contar história curta. Pra você ter ideia, meu último RPG durou 5 anos. Não tinha como esse universo caber em um livro só.”
A resposta deixa claro que Buscador de Destinos é o início de algo maior. Para leitores que gostam de acompanhar universos em expansão, montar teorias e se apegar aos personagens ao longo de vários volumes, esse talvez seja um dos grandes atrativos do lançamento.
Uma estreia voltada a quem gosta de viver a leitura
Pela proposta e pelo tom, Buscador de Destinos conversa especialmente com leitores jovens adultos e com o público que transforma livros em assunto de comunidade. É uma obra que tem potencial para circular entre fãs de sagas como Estilhaça-me, Maze Runner, Divergente e Jogos Vorazes, especialmente por combinar romance, tensão política e personagens com relações capazes de dividir torcidas.
Esse tipo de leitura costuma funcionar melhor quando não termina na última página. Ela continua nas teorias, nos comentários, nas discussões sobre casais, nas interpretações sobre personagens ambíguos e nos detalhes que passam despercebidos de primeira. Buscador de Destinos parece entender bem esse terreno.
A autora também mantém presença ativa nas redes sociais e vem compartilhando bastidores do projeto, novidades do lançamento e conteúdos ligados ao universo da obra. Quem quiser acompanhar os próximos passos pode seguir Mari Hage no Instagram.
Por que vale prestar atenção em Buscador de Destinos
Em sua estreia literária, Mari Hage aposta em uma ideia forte: o passado como território de disputa. A questão que move Buscador de Destinos não é apenas o que aconteceu antes, mas quem ganhou o direito de contar essa história e o que foi destruído para que uma única versão sobrevivesse.
Essa escolha dá personalidade ao livro e o afasta de uma distopia genérica. Ao mesmo tempo, a autora não abandona o apelo de uma narrativa feita para envolver. Há romance, tensão, humor, perigo e personagens que prometem ganhar espaço no imaginário dos leitores.
Para quem gosta de histórias em que uma simples descoberta abre rachaduras em todo um sistema, Buscador de Destinos chega como uma leitura bastante promissora dentro da ficção especulativa nacional.
O livro já está disponível para compra na Amazon. Acesse o link e conheça Buscador de Destinos.