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Livro com protagonista autista e gay reacende debate sobre representatividade LGBTQIAPN+ na literatura
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4 horas agoon
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Pandora Nana
A representatividade LGBTQIAPN+ voltou ao centro das discussões literárias nas últimas semanas após a repercussão de declarações homofóbicas e transfóbicas feitas por uma influenciadora do meio editorial. O caso gerou críticas nas redes sociais, levou editoras brasileiras a encerrarem parcerias comerciais e reacendeu um debate antigo: por que protagonistas diversos ainda incomodam parte do público?
Ao mesmo tempo, pautas envolvendo direitos da população LGBTQIAPN+ também ganharam força no debate público após discussões relacionadas à realização da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Nesse cenário, obras literárias com protagonismo queer passaram novamente a ocupar espaço importante dentro da cultura pop e das redes sociais.
É justamente nesse contexto que surge As palavras não ditas, novo livro do escritor Gui Ribeiro. Ambientado na Inglaterra do século XIX, o romance mistura dark academia, mistério, romance e representatividade LGBTQIAPN+ e neurodivergente em uma narrativa sobre identidade, pertencimento e resistência.
Mais do que uma história de amor, o livro utiliza o ambiente rígido de um internato masculino para discutir repressão social, apagamento de identidades e o impacto emocional de crescer em um mundo que constantemente tenta definir quem você deve ser.
As palavras não ditas mistura dark academia, romance e representatividade
Nos últimos anos, o gênero dark academia se tornou um dos favoritos da geração mais jovem nas redes sociais. Estéticas melancólicas, internatos misteriosos, bibliotecas antigas, romances intensos e personagens emocionalmente complexos ajudaram a transformar esse estilo em um fenômeno dentro da literatura Young Adult.
“As palavras não ditas” utiliza exatamente esse imaginário para construir sua narrativa.
A história acompanha Levi Proofwell, um garoto de 15 anos que vive desde a infância em um internato rígido na Inglaterra de 1869. Em meio aos corredores silenciosos da instituição, Levi se sente constantemente deslocado, incapaz de compreender completamente seus próprios sentimentos e sua relação com o mundo ao redor.
Refugiado na biblioteca, ele passa a ler cartas que não lhe pertencem na tentativa de encontrar respostas para emoções que não consegue nomear. É justamente nesse ambiente marcado pelo controle e pela repressão que o protagonista começa a questionar sua própria identidade.
O livro também ganha novos contornos com a chegada de Honorius Logan, um jovem rebelde enviado ao mesmo internato. A convivência entre os dois rompe o isolamento emocional de Levi e passa a desafiar diretamente as regras impostas pela instituição.
O protagonismo autista e gay se torna parte central da narrativa
Um dos pontos mais importantes do livro é justamente a forma como ele trabalha representatividade neurodivergente e LGBTQIAPN+ dentro de uma narrativa histórica.
Levi é um protagonista autista em uma época em que o Transtorno do Espectro Autista ainda sequer era reconhecido oficialmente pela sociedade. Isso transforma sua experiência em algo ainda mais isolador, especialmente dentro de um ambiente construído para punir qualquer comportamento considerado “fora do padrão”.
Ao mesmo tempo, a obra também explora relações afetivas entre garotos em um contexto histórico marcado por repressão social e controle rígido da sexualidade.
Essa combinação cria uma narrativa extremamente ligada ao sentimento de não pertencimento — algo que muitos leitores LGBTQIAPN+ e neurodivergentes reconhecem imediatamente.
O próprio Gui Ribeiro destaca que o livro nasceu justamente da vontade de explorar o medo que muitos jovens possuem de nunca serem aceitos pelo mundo ao redor. Segundo o autor, a representatividade importa porque todos merecem se enxergar como protagonistas das próprias histórias.
A literatura LGBTQIAPN+ continua enfrentando resistência
O lançamento do livro também chega em um momento delicado do debate sobre diversidade no mercado editorial brasileiro.
As recentes polêmicas envolvendo declarações preconceituosas contra protagonistas LGBTQIAPN+ mostraram como parte do público ainda reage negativamente à presença de personagens queer em histórias voltadas para jovens leitores.
Mas ao mesmo tempo, o sucesso crescente de obras LGBTQIAPN+ mostra que existe uma demanda enorme por histórias mais diversas.
Nos últimos anos, romances queer deixaram de ocupar apenas nichos específicos e passaram a ganhar espaço no mainstream literário. Plataformas como TikTok e BookTok ajudaram a impulsionar livros com protagonismo LGBTQIAPN+, especialmente dentro dos gêneros:
- romance
- fantasia
- dark academia
- ficção histórica
- young adult
Isso também mudou o perfil do mercado editorial. Hoje, leitores buscam personagens mais próximos de suas próprias experiências e rejeitam narrativas excessivamente homogêneas.
Nesse contexto, “As palavras não ditas” aparece como parte de uma nova geração de livros que utiliza o entretenimento não apenas como escapismo, mas também como espaço de acolhimento e identificação emocional.
Dark academia virou um dos gêneros mais fortes da geração atual
Embora o romance tenha forte foco em representatividade, o livro também conversa diretamente com uma tendência muito forte da cultura pop atual: o crescimento do dark academia.
O gênero ganhou enorme popularidade nos últimos anos ao misturar:
- ambientes acadêmicos antigos
- melancolia
- estética gótica
- romances intensos
- mistério
- discussões filosóficas
Produções como The Secret History e Wednesday ajudaram a transformar o estilo em um verdadeiro fenômeno digital.
“As palavras não ditas” utiliza essa atmosfera para potencializar o sentimento de isolamento emocional do protagonista. O internato funciona quase como um personagem próprio dentro da narrativa, reforçando a sensação constante de vigilância, repressão e inadequação.
Ao mesmo tempo, o livro utiliza elementos clássicos do Young Adult contemporâneo, incluindo:
- strangers to lovers
- found family
- descoberta de identidade
- romance proibido
Essa mistura ajuda a aproximar diferentes públicos dentro da comunidade literária online.
Gui Ribeiro faz parte da nova geração de autores brasileiros da cultura pop
Outro ponto interessante é como Gui Ribeiro representa uma geração de escritores profundamente conectada à cultura digital e às redes sociais.
O autor também atua como criador de conteúdo literário online e já havia conquistado destaque anteriormente com Spilling the Tea, que chegou ao topo dos mais vendidos da Amazon.
Essa conexão com internet, fandoms literários e comunidades online ajuda a explicar por que muitos livros Young Adult atuais conseguem dialogar tão diretamente com leitores mais jovens.
Hoje, autores não dependem apenas do mercado editorial tradicional. Plataformas digitais transformaram escritores em criadores de comunidade, aproximando leitores e permitindo discussões mais abertas sobre representatividade, identidade e diversidade.
No caso de Gui Ribeiro, isso também fortalece a relação emocional construída com o público LGBTQIAPN+ e neurodivergente que busca se enxergar dentro das histórias que consome.
Mais do que romance, o livro fala sobre existir sem pedir permissão
Embora “As palavras não ditas” funcione como um romance histórico e uma narrativa de dark academia, talvez sua mensagem principal esteja ligada justamente à ideia de pertencimento.
O livro questiona estruturas sociais que tentam controlar comportamento, identidade e afetos, enquanto acompanha personagens tentando encontrar espaço para existir sem precisar esconder quem realmente são.
E talvez seja justamente isso que faz obras como essa continuarem tão importantes atualmente.
Em um momento onde debates sobre diversidade e representatividade seguem gerando resistência, livros com protagonistas LGBTQIAPN+ e neurodivergentes ajudam a criar espaços de identificação, acolhimento e empatia para leitores que muitas vezes cresceram sem se enxergar nas histórias que consumiam.
No fim das contas, “As palavras não ditas” parece defender exatamente isso: que existir sem abrir mão da própria essência também pode ser um ato de resistência.
E aí, você acha que a representatividade ainda incomoda parte do público literário? Para mais conteúdos sobre livros, cultura pop, universo geek e literatura Young Adult, acompanhe também meu Instagram: @pandora.nana
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Nova temporada de Rick and Morty estreia na HBO Max e promete levar o caos multiversal ainda mais longe
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1 dia agoon
26 de maio de 2026By
Pandora Nana
Os universos paralelos voltaram oficialmente a colidir. Rick and Morty estreou nesta segunda-feira (25) sua aguardada nona temporada na HBO Max, trazendo novos episódios semanais e mais uma sequência de aventuras absurdas protagonizadas pela dupla mais caótica da ficção científica moderna.
Ao longo dos anos, Rick and Morty deixou de ser apenas uma animação cult para se tornar um dos maiores fenômenos da cultura pop contemporânea. Misturando humor ácido, existencialismo, sci-fi e comentários sociais extremamente caóticos, a série criada por Dan Harmon conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo e redefiniu o espaço das animações adultas dentro do entretenimento mainstream.
Agora, com a chegada da nona temporada, a expectativa é que a série continue expandindo ainda mais seu multiverso insano, apostando em episódios que misturam viagens interdimensionais, sátiras da cultura pop e crises existenciais dignas do avô mais problemático da televisão.
E considerando o histórico da produção, o público já sabe que absolutamente qualquer coisa pode acontecer.
Rick and Morty virou um dos maiores fenômenos da animação adulta
Poucas animações conseguiram alcançar o impacto cultural de Rick and Morty nos últimos anos. O que começou como uma produção aparentemente nichada rapidamente se transformou em uma referência global dentro da cultura geek.
A série dominou a TV a cabo norte-americana durante várias temporadas consecutivas e acumulou números impressionantes de audiência, memes e repercussão online. Além disso, conquistou dois prêmios Emmy de “Melhor Programa de Animação”, reforçando não apenas sua popularidade, mas também seu reconhecimento crítico.
Grande parte desse sucesso vem justamente da capacidade da série de equilibrar caos absoluto com discussões surpreendentemente profundas. Em meio a piadas absurdas, violência exagerada e viagens interdimensionais, Rick and Morty frequentemente aborda temas como depressão, vazio existencial, relações familiares e a insignificância da existência humana no universo.
Essa combinação fez com que a animação ultrapassasse o público tradicional de desenhos adultos e se tornasse uma das produções mais influentes da cultura pop moderna. Hoje, referências à série aparecem em games, memes, redes sociais, produtos licenciados e até discussões filosóficas na internet.
Com a estreia da nova temporada em mais de 150 países e 42 idiomas, fica ainda mais evidente como Rick and Morty se consolidou como uma verdadeira potência global do entretenimento geek.
A nona temporada promete ampliar ainda mais o caos do multiverso
Uma das maiores marcas de Rick and Morty sempre foi sua imprevisibilidade. A série criou uma fórmula onde praticamente nenhuma regra narrativa é permanente, permitindo que cada episódio explore possibilidades completamente absurdas dentro do conceito de multiverso.
Isso significa que a nova temporada deve continuar apostando em:
- realidades alternativas
- versões variantes dos personagens
- sátiras sci-fi
- humor metalinguístico
- críticas sociais exageradas
Ao longo dos anos, Rick and Morty transformou o conceito de multiverso em um verdadeiro playground criativo. Muito antes de o tema explodir no cinema mainstream com super-heróis e blockbusters hollywoodianos, a animação já brincava com timelines alternativas, paradoxos temporais e universos colapsando de maneiras completamente insanas.
E talvez esse seja justamente um dos maiores diferenciais da série: ela nunca parece presa a nenhuma limitação criativa.
Os episódios podem começar com algo aparentemente simples e rapidamente escalar para situações envolvendo destruição planetária, clones, inteligências artificiais descontroladas ou crises existenciais gigantescas. O público nunca sabe exatamente qual será o limite do absurdo — e essa imprevisibilidade se tornou parte essencial da experiência.
O humor caótico de Rick and Morty redefiniu a cultura geek moderna
Muito além da ficção científica, Rick and Morty também ajudou a moldar o humor da internet nos últimos anos. O sarcasmo acelerado, o nonsense proposital e a mistura entre inteligência e absurdo transformaram a série em uma fábrica praticamente infinita de memes e referências online.
A animação também conversa diretamente com uma geração criada em meio ao excesso de informação, ansiedade digital e consumo constante de cultura pop. O ritmo frenético dos episódios, recheados de piadas escondidas e referências quase impossíveis de acompanhar completamente, reflete muito da própria experiência contemporânea da internet.
Além disso, Rick and Morty ajudou a consolidar a ideia de que animações adultas podem ir muito além do humor simples. A série frequentemente mistura:
- ficção científica complexa
- horror cósmico
- crítica social
- filosofia existencialista
- sátiras da indústria do entretenimento
Tudo isso sem abandonar o caos absoluto que define sua identidade.
Esse impacto pode ser percebido em diversas produções recentes que passaram a apostar em humor mais acelerado, narrativas meta e construções visuais psicodélicas inspiradas no estilo da série.
A nova fase da série chega cercada de expectativa
A nona temporada também representa mais um passo importante na nova fase de Rick and Morty após as mudanças envolvendo o elenco de vozes originais. Atualmente, a série conta com as vozes de Ian Cardoni e Harry Belden nos papéis principais.
Mesmo com as mudanças, a produção segue sob liderança de Dan Harmon e do showrunner Scott Marder, mantendo boa parte da identidade criativa que transformou a animação em fenômeno global.
No Brasil, a dublagem continua sendo um dos pontos mais elogiados pelo público. Os personagens contam com as vozes de Ênio Vivona, como Rick, e Renan Alonso, como Morty, mantendo o tom caótico e acelerado que os fãs brasileiros já conhecem.
Outro fator que mantém a expectativa alta é justamente o histórico recente da série. Mesmo após tantas temporadas, Rick and Morty continua conseguindo reinventar seu universo e criar episódios que rapidamente dominam discussões nas redes sociais.
Em uma era onde muitas produções parecem perder força com o tempo, a animação continua funcionando como um dos principais eventos da cultura geek televisiva.
Rick and Morty continua sendo uma das séries mais importantes da cultura pop atual
Poucas produções conseguem influenciar a cultura geek moderna como Rick and Morty. A série ultrapassou o status de simples animação e se transformou em um símbolo da cultura pop contemporânea, influenciando humor, linguagem de internet, fandoms e até o modo como o público consome ficção científica.
Sua mistura de caos, inteligência e absurdo criou um espaço único dentro do entretenimento moderno. E mesmo após quase uma década de episódios, o interesse do público continua extremamente forte.
A estreia da nona temporada reforça justamente isso: Rick and Morty segue relevante porque entende perfeitamente o tipo de entretenimento consumido pela geração atual. Rápido, imprevisível, caótico e constantemente autoconsciente.
Agora, resta descobrir quais novos traumas interdimensionais Rick irá causar em Morty nas próximas semanas.
Todos os episódios anteriores da série já estão disponíveis para maratona na HBO Max, enquanto os capítulos inéditos da nova temporada chegam semanalmente à plataforma.
E aí, qual foi o episódio mais caótico de Rick and Morty até hoje na sua opinião? Para mais conteúdos sobre cultura geek, séries, games e entretenimento pop, acompanhe também meu Instagram: @pandora.nana
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Buscador de Destinos: distopia nacional transforma controle da informação em ponto de partida para uma nova saga
Published
2 semanas agoon
14 de maio de 2026By
Pandora Nana
Livro de estreia da autora Mari Hage foi lançado nesta quinta-feira, 14 de maio, e mistura ficção científica, romance, investigação e uma discussão atual sobre memória, verdade e manipulação.
Em um mundo onde o passado foi apagado e tudo o que pertence a épocas antigas é tratado como proibido, uma descoberta inesperada pode ser suficiente para colocar toda uma narrativa oficial em xeque. É a partir dessa premissa que Buscador de Destinos, romance de estreia da autora Mari Hage, chega ao público nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.
Disponível na Amazon, o livro apresenta uma história de ficção científica e distopia jovem adulta centrada em uma garota que encontra, entre os pertences da irmã, um objeto estranho. Ao decidir investigar a origem daquilo, ela começa a se aproximar de uma verdade que foi cuidadosamente escondida. Compre Buscador de Destinos na Amazon
Mais do que construir um futuro tecnológico, Mari Hage usa esse universo para discutir um tema bastante presente fora da ficção: o controle da informação. Em Buscador de Destinos, apagar registros, manipular versões da história e restringir o acesso ao conhecimento não são apenas elementos de ambientação. São as bases de um sistema autoritário que depende da ignorância coletiva para continuar de pé.
Uma distopia que nasce de um medo real
Ao falar sobre a origem da obra, Mari explica que a ideia surgiu de uma inquietação que tem pouco de distante ou fantasiosa. Para ela, o avanço da desinformação, das fake news e da inteligência artificial tornou ainda mais urgente pensar em quem define o que é verdade.
“A gente vive cercado de fake news, notícias manipuladas e grupos criando narrativas só pra atrair a galera. Com a inteligência artificial então, isso vira uma arma de controle bizarra. O livro é meio que um reflexo desse meu receio: e se a gente não conseguisse mais saber o que é verdade e o que foi ‘editado’ pra gente acreditar?”
Essa preocupação atravessa o romance e ajuda a situá-lo dentro de uma tradição forte da ficção distópica, marcada por obras que usam futuros autoritários para comentar ansiedades do presente. O livro dialoga com referências como 1984, Fahrenheit 451 e Jogos Vorazes, mas aposta em uma identidade própria ao unir esse comentário político a uma narrativa de descoberta, tensão afetiva e formação de vínculos.
O resultado é uma história que fala de opressão e manipulação sem abrir mão do dinamismo esperado de uma aventura jovem adulta. Há investigação, segredos de mundo, perigos crescentes e relações construídas em meio ao caos.
Entre mistério, romance e personagens com potencial de fandom
Um dos pontos que mais chamam atenção em Buscador de Destinos é a forma como a obra cruza gêneros. O livro parte de uma distopia tecnológica, mas também incorpora elementos de romance, fantasia, investigação e ficção científica. Essa combinação aparece tanto na trama quanto na relação entre seus personagens, que trabalham dinâmicas muito populares entre leitores de saga, como enemies to lovers, friends to lovers, slow burn e found family.
Entre os nomes que prometem conquistar o público estão Basil, Gaspar e Lumira, personagens que, segundo a própria autora, tendem a provocar forte apego emocional. Lumira, em especial, ocupa um lugar de destaque por sua ambiguidade.
“A Lúmira é sempre um desafio porque ela é muito ambígua”, conta Mari.
A autora também revela que há outro personagem que ganhou uma complexidade inesperada durante a escrita e se tornou uma das grandes questões para o próximo livro.
“Ele traz uma questão de ética interna tão grande que eu ainda tô fritando nele pro próximo livro. Mas ó, sem spoilers por aqui. Tem que ler pra entender.”
A fala reforça que Buscador de Destinos foi pensado para ir além de um primeiro volume isolado. A história estreia já com fôlego de universo, conflitos que podem se expandir e personagens desenhados para continuar gerando debate depois do fim da leitura.
De um RPG futurista a uma saga literária
O universo de Buscador de Destinos nasceu em 2023, dentro de um RPG futurista chamado Destino, mestrado por Mari Hage para seus amigos. A autora, que escreve desde os 14 anos, viu naquele cenário uma oportunidade de reunir ideias antigas, personagens e inquietações que já vinham amadurecendo havia algum tempo.
“Eu sempre escrevi coisas, desde os meus 14 anos, então decidi pegar esse mundo tecnológico e juntar com rascunhos antigos que eu já tinha.”
A construção coletiva típica dos RPGs também parece ter deixado marcas positivas no projeto. Há uma sensação de mundo vivido, com espaço para relações intensas, revelações graduais e personagens que não existem apenas para movimentar a trama, mas para criar laços com quem lê.
Quando perguntada se sempre imaginou a história como uma saga, Mari é direta e bem-humorada.
“Infelizmente, ou felizmente, eu não sei contar história curta. Pra você ter ideia, meu último RPG durou 5 anos. Não tinha como esse universo caber em um livro só.”
A resposta deixa claro que Buscador de Destinos é o início de algo maior. Para leitores que gostam de acompanhar universos em expansão, montar teorias e se apegar aos personagens ao longo de vários volumes, esse talvez seja um dos grandes atrativos do lançamento.
Uma estreia voltada a quem gosta de viver a leitura
Pela proposta e pelo tom, Buscador de Destinos conversa especialmente com leitores jovens adultos e com o público que transforma livros em assunto de comunidade. É uma obra que tem potencial para circular entre fãs de sagas como Estilhaça-me, Maze Runner, Divergente e Jogos Vorazes, especialmente por combinar romance, tensão política e personagens com relações capazes de dividir torcidas.
Esse tipo de leitura costuma funcionar melhor quando não termina na última página. Ela continua nas teorias, nos comentários, nas discussões sobre casais, nas interpretações sobre personagens ambíguos e nos detalhes que passam despercebidos de primeira. Buscador de Destinos parece entender bem esse terreno.
A autora também mantém presença ativa nas redes sociais e vem compartilhando bastidores do projeto, novidades do lançamento e conteúdos ligados ao universo da obra. Quem quiser acompanhar os próximos passos pode seguir Mari Hage no Instagram.
Por que vale prestar atenção em Buscador de Destinos
Em sua estreia literária, Mari Hage aposta em uma ideia forte: o passado como território de disputa. A questão que move Buscador de Destinos não é apenas o que aconteceu antes, mas quem ganhou o direito de contar essa história e o que foi destruído para que uma única versão sobrevivesse.
Essa escolha dá personalidade ao livro e o afasta de uma distopia genérica. Ao mesmo tempo, a autora não abandona o apelo de uma narrativa feita para envolver. Há romance, tensão, humor, perigo e personagens que prometem ganhar espaço no imaginário dos leitores.
Para quem gosta de histórias em que uma simples descoberta abre rachaduras em todo um sistema, Buscador de Destinos chega como uma leitura bastante promissora dentro da ficção especulativa nacional.
O livro já está disponível para compra na Amazon. Acesse o link e conheça Buscador de Destinos.
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Casa Warner chega a Brasília com experiências imersivas de Harry Potter, DC e cultura pop
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1 mês agoon
24 de abril de 2026By
Pandora Nana
Se você é fã de cultura pop, essa é daquelas experiências que simplesmente não dá pra ignorar.
A Casa Warner desembarcou pela primeira vez em Brasília trazendo um evento imersivo que reúne algumas das franquias mais amadas do entretenimento — de Batman a Harry Potter — em um único espaço interativo pensado para fãs de todas as idades.
E não é só uma exposição: é uma experiência feita para ser vivida, registrada e compartilhada.
O que é a Casa Warner?
A Casa Warner é uma exposição interativa criada pela Warner Bros. Discovery em parceria com a 2a1 Cenografia, especializada em experiências imersivas.
O evento já passou por cidades como São Paulo e Rio de Janeiro e agora chega à capital federal com uma proposta clara:
colocar o fã dentro dos universos que ele ama.
O espaço conta com aproximadamente 1.500 m² de cenários, efeitos e ambientes temáticos, permitindo uma visita autoguiada e totalmente imersiva.
Uma experiência que parece saída de um jogo
Se você curte games e RPG, a Casa Warner tem uma vibe muito próxima de uma gameplay real.
Isso porque a experiência é construída com base em:
- exploração de ambientes temáticos
- interação com elementos cenográficos
- narrativa visual e sensorial
- liberdade de circulação entre “mundos”
Não é uma visita passiva — é uma jornada.
A proposta é que o público se sinta dentro das histórias, como se estivesse atravessando diferentes universos, quase como trocar de mapa em um jogo.
Destaque para Harry Potter e novas atrações
A edição de 2026 chega com um grande diferencial:
uma homenagem aos 25 anos da franquia Harry Potter.
Para os fãs, isso significa cenários icônicos, referências visuais e momentos perfeitos para fotos — tudo pensado para ativar o lado emocional e nostálgico.
Além disso, o evento também traz:
- área dedicada ao novo filme Supergirl
- personagens clássicos dos Looney Tunes
- experiências baseadas no universo DC
É um verdadeiro crossover da cultura pop em formato físico.
Por que eventos imersivos estão dominando a cultura pop
A Casa Warner não é um caso isolado — ela faz parte de uma tendência cada vez mais forte no entretenimento: experiências presenciais imersivas.
Hoje, o público não quer apenas assistir ou consumir conteúdo.
Ele quer:
- viver histórias
- interagir com universos
- produzir conteúdo para redes sociais
- sentir que faz parte da narrativa
E é exatamente isso que eventos como esse entregam.
A cenografia, aliás, é um dos pontos-chave dessa transformação. Quando bem feita, ela deixa de ser cenário e passa a ser parte ativa da experiência.
Onde visitar a Casa Warner em Brasília
A experiência acontece no:
Local: ParkShopping Brasília
Data: até o final de julho
Horários:
- Quarta a sábado: 11h às 21h
- Domingo: 12h às 20h
Ingressos disponíveis online e na bilheteria, com valores a partir de R$ 60 (promocional).
Vale a pena visitar?
Se você gosta de:
- cultura pop
- experiências imersivas
- universos como Harry Potter, DC e animações clássicas
- eventos “instagramáveis”
a Casa Warner é uma daquelas experiências que entregam exatamente o que prometem.
Mais do que uma exposição, é um espaço pensado para transformar fã em protagonista — algo que cada vez mais define o futuro do entretenimento.
Se você curte esse tipo de conteúdo sobre cultura pop, experiências, eventos geek e tudo que tá bombando nesse universo, vale acompanhar de perto.
Segue lá no Instagram:
https://www.instagram.com/pandora.nana
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