Games
REVIEW THE WITCHER 3: WILD HUNT
Published
11 anos agoon
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NOTA: 9,5
The Witcher 3: Wild Hunt chegou ao PS4, Xbox One e PC. O jogo de RPG de ação da CD Projekt RED vem para finalizar a saga do bruxo Geralt de Rivia, que não é um herói, mas um legítimo mercenário que tem que completar sua derradeira missão. Repleto de bons momentos, o game não é perfeito, mas é bem divertido. Confira nossa análise:

O bruxo está de volta
The Witcher 3: Wild Hunt, como citamos, vem para finalizar a saga de Geralt. Isso não vai impedir de que saiam novos “The Witcher” ao longo dos próximos anos, mas Geralt de Rivia vai terminar sua história por aqui, de forma bem inspirada e com momentos épicos – dignos de grandes RPGs e similares.
Mas o fim não vai ser algo necessariamente agradável, como uma bela aposentadoria, e sim uma tarefa árdua que vai chegar ao bruxo quando menos ele espera. Geralt não é exatamente o herói que está presente em RPGs épicos, e isso fica claro logo nos primeiros minutos de jogo. Apesar de carismático, ele é o bruxo por si só, um dos últimos de seu tipo, o que deve ser levado bem a sério por todos.

A saga começa quando Geralt está em busca de Yennefer, uma antiga aliada. Logo ele descobre que nem tudo é o que parece, quando é designado com a tarefa de recuperar Cirila, filha do Imperador, que foi treinada por Geralt para se tornar um tipo de herdeira de suas missões e habilidades. O maior problema é que, tanto Geralt quanto Cirila estão sendo perseguidos pela Caçada Selvagem (Wild Hunt), um tipo de força sombrio que invadiu as terras do norte.
É claro que a Caçada Selvagem não será o único desafio enfrentado por Geralt ao longo da saga, que é realmente enorme e promete ser épica e repleta de reviravoltas desde o início. Não cabe falar aqui o que deve ou vai ocorrer na história de cada um, mas saiba apenas que The Witcher 3 é um jogo que se o que faz, principalmente em termos de enredo, com momentos caprichados e muito bem construídos.

Jogabilidade: complicada, mas faz sentido
The Witcher 3: Wild Hunt continua a tradição dos outros jogos da série, com comandos complexos e nada fáceis de se gravar. É botão que ataca, botão que pula, defende, corre, anda, seleciona magia, ataca com magia, entra no menu, pausa o game, combinações de golpes, defesa e contra-ataque – uma infinidade de possibilidades que vai te dar algum trabalho no início da aventura.
Felizmente o jogo possui um tutorial um pouquinho longo, porém agradável, que vai te ensinar a base desses comandos. É verdade que, mesmo depois do tutorial, o jogador deve continuar com algumas dúvidas, mas nada que a prática não resolva. O que queremos dizer é que: sim, o game possui comandos complexos e difíceis, mas isso não quer dizer que eles não façam sentido ou sejam truncados. Pelo contrário, tudo funciona muito bem, depois que aprendemos.

Os combates, por exemplo, fazem justiça à série. Apesar de ser um RPG com elementos bem clássicos, com direito a personalização e criação de itens e equipamentos, as lutas de The Witcher 3 são voltadas para a ação, com pancadaria rápida, cortes de espada que voam pelo ar, magias devastadoras que são conjuradas em questão de milissegundos e ataques rápidos para abater aquele inimigo feroz em sua frente.
A variedade da jogabilidade vai além dos combates, com muito a se fazer nos cenários e durante os diálogos. Os cenários são bem exploráveis, seja em cidades, no campo ou dentro de residências. O jogo se esforça em fazer com que o usuário demore bastante a terminá-lo, apesar da história ter a média de qualquer grande RPG, ou seja, pouco mais de 20 horas em termos de campanha. É muito para se ver, explorar, coletar, conversar, missões paralelas – espere perder muito tempo realizando missões secundárias, no bom sentido da coisa, o que deve elevar seu tempo de jogo para mais de 100 horas. Para quem curtir, há até mesmo um card game completo dentro da aventura, o Gwent, com regras próprias e sistema de construção de baralhos.

A jogabilidade também se espelha em outros games de sucesso, o que não é nenhuma vergonha, já ele pega emprestado conceitos de grandes títulos. Missões paralelas, por exemplo, são elementos comuns em MMORPGs, enquanto a exploração de mundo aberto poderia nos lembrar bastante de GTA , apesar de que, ao andar de cavalo pelo enorme mapa, a impressão que temos é que The Witcher 3 nos lembra mais de Red Dead Redemption, da mesma produtora, a Rockstar.
Outros elementos dignos de nota são o “modo bruxo” de Geralt, que o faz enxergar elementos secretos nos cenários e rastrear presas com mais precisão, que pode até estar presente em outros títulos da saga, mas que aqui lembra bastante a visão de detetive da série Batman Arkham. Toda a jogabilidade corria o risco de ser uma grande salada mista de outros games, mas faz bem o seu trabalho, ao construir controles coesos e funções bem representadas.

Um legítimo jogo adulto
The Witcher 3: Wild Hunt deixa claro que é um jogo adulto, e não apenas pela nudez dos homens e mulheres que aparecem ao longo da aventura, nem mesmo pelos palavrões ou cenas de sexo, mas sim pelo seu enredo denso, histórias marcantes a cada missão paralela ou da campanha e os combates violentos.
É de se impressionar que, por exemplo, nem tudo em The Witcher 3 possa ser resolvido no combate, mesmo aquelas situações que pedem por isso. É sempre possível chegar a um denominador comum, ao escolher uma das opções de diálogo, e resolver conflitos apenas no papo, apenas com a sensatez de Geralt, ou não. O game dá escolha total ao jogador sobre qual caminho seguir, e sobre qual consequência ele vai ter que se virar para encarar.

Tais elementos fazem de The Witcher 3 um jogo adulto e também amadurecido, em muitos sentidos. Quando se olha para trás e vê o que a CD Projekt RED na série The Witcher, é de se espantar o nível de produção que eles alcançaram neste novo capítulo, com narrativa digna de séries épicas ou até filmes de fantasia de alta arrecadação, como Game of Thrones ou Senhor dos Anéis.
Apesar de termos ainda a presença de um modo “fácil” no jogo, ele é difícil no padrão normal e possui dificuldades mais elevadas. Some isso a um esquema de controles que é pesado de aprender, muitos detalhes para se atentar e temos um legítimo game feito e pensado com o público adulto em mente.

Impecável, mas não perfeito
Estaria tudo lindo e maravilhoso se The Witcher 3 fosse um game digno de uma nota 10. Mas, infelizmente, ele tem problemas que consideramos graves e que podem, sim, tirar um pouco de seu brilho, frente a olhos de jogadores um pouco mais exigentes que a média que vai se impressionar com a nova aventura de Geralt.
Um dos pontos que nos decepcionou bastante foi a taxa de quadros por segundo, que em raros casos ficam travados em 30 quadros por segundo. Isso representa a suavidade do game e das animações. Em muitos casos a taxa de quadros vai cair, em termos técnicos, o que representa pequenos travamentos em algumas cenas mais rápidas.

Há outros problemas técnicos que permeiam o novo The Witcher, como objetos que são gerados sempre que a câmera retorna a um personagem durante um diálogo, criando um efeito bizarro, apesar de rápido, em alguns pontos da cena, além do carregamento entre um capítulo e outro e entre algumas cenas, que podem ser mais demorados do que se imagina.
Os gráficos estão em nível muito bom, com qualidade extrema, fazendo justiça ao poder de processamento dos consoles de nova geração – seja pelas partículas voando a cada magia, pelo cabelo ou modelagem dos personagens e até mesmo pelas paisagens vastas, cheias de detalhes e com muita vida.

Porém, problemas gráficos também prejudicam, com texturas que demoram a carregar, bugs visuais de colisão de polígonos (em determinado momento, Geralt passou por dentro de um cavalo na cena), ou até mesmo a animação do personagem no controle do jogador, que é bem desengonçada em termos de movimentação. São problemas que podem e devem ser resolvidos com atualizações online, mas o que analisamos aqui é o game “puro”, ainda em seu lançamento, sem “patches”.
A dublagem brasileira, tão elogiada e esperada durante a fase de produção do game, também decepciona. Apenas personagens bem centrais estão bem trabalhados, como o próprio Geralt. Mas personagens secundários e até mesmo alguns dos centrais, como Yennefer, apresentam vozes bem pouco inspiradas e, diríamos, até mesmo pouco combinando com suas atitudes ou aparência. Ainda bem que o game te permite configurar totalmente as opções de idioma, até mesmo com vozes em polonês, o idioma original e terra natal de sua produção.

Conclusão
The Witcher 3: Wild Hunt mostra que a série, felizmente, evoluiu e amadureceu com seus fãs. Trata-se de um jogo verdadeiramente adulto, com muito o que se fazer e diversos momentos emocionantes. A história derradeira de Geralt de Rivia vai além do próprio bruxo e introduz a “nova geração” do panteão de The Witcher. Há problemas, como em qualquer outro jogo, ainda que aqui eles estejam em nível mais elevado do que gostaríamos. Porém, Wild Hunt mantém o brilho de grande produção e impressiona a cada minuto.
Confira os outros trailers da semana em nosso vídeo especial. OBS: Se inscreva em nosso canal.
Fonte: TT
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eSports
Nobru participa do Favela Gaming e leva tecnologia, games e oportunidades para periferias
Published
1 semana agoon
7 de maio de 2026By
Pandora Nana
O universo gamer brasileiro já deixou de ser apenas entretenimento há muito tempo. Hoje, ele movimenta carreiras, influencia a cultura pop, cria negócios milionários e abre portas para milhares de jovens que enxergam nos games uma oportunidade de transformar suas vidas. E poucos nomes representam isso tão bem quanto Nobru.
O influenciador e campeão mundial de Free Fire participa, neste mês, da nova temporada do Lab Móvel, iniciativa do Favela Gaming que leva tecnologia, aprendizado e oportunidades para comunidades brasileiras. Mais do que um evento gamer, o projeto se tornou um símbolo de como os esports e a inclusão digital podem impactar diretamente a realidade das periferias.
Com ações em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o Lab Móvel reforça uma tendência cada vez mais evidente: o futuro da indústria gamer brasileira passa pelas comunidades.
Nobru e Favela Gaming: quando os games se tornam ferramenta de transformação
A participação de Nobru no projeto carrega um peso simbólico importante. O influenciador conhece de perto a realidade das periferias e frequentemente usa sua própria trajetória como exemplo de como os games podem abrir caminhos antes considerados impossíveis.
Durante sua participação no Lab Móvel, em Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, Nobru destacou justamente a importância do acesso. Segundo ele, talento sempre existiu nas quebradas, mas faltavam oportunidades reais para transformar potencial em carreira. Essa conexão direta com o público é um dos motivos que fazem o criador de conteúdo ser tão relevante dentro e fora do cenário competitivo.
O Favela Gaming nasceu da parceria entre Final Level Co, YouTube Gaming e Gerando Falcões, com o objetivo de democratizar o acesso à indústria dos games e da tecnologia. Em três anos, o projeto já impactou mais de 60 mil jovens e suas famílias, oferecendo aulas, capacitação e experiências ligadas ao universo gamer.
E o mais interessante é que a iniciativa vai muito além do entretenimento. O projeto utiliza os games como porta de entrada para discutir educação digital, mercado de trabalho, empreendedorismo e novas profissões ligadas à economia criativa.
A periferia se tornou uma potência dentro do cenário gamer brasileiro
Durante muito tempo, o mercado de games no Brasil parecia distante da realidade das periferias. Consoles caros, computadores de alto desempenho e internet limitada criavam barreiras enormes para boa parte dos jovens brasileiros. Mas isso começou a mudar com o crescimento dos jogos mobile.
Fenômenos como Free Fire ajudaram a democratizar o acesso aos esports no país. Bastava um celular simples para entrar em partidas competitivas, consumir conteúdo gamer e fazer parte da comunidade online. O resultado foi uma explosão cultural que transformou o cenário brasileiro.
Foi justamente nesse contexto que Nobru surgiu como um dos maiores nomes dos esports nacionais. Sua trajetória saiu das comunidades e alcançou o topo do cenário competitivo mundial, transformando o influenciador em uma referência para milhões de jovens que se enxergam em sua história.
Hoje, o impacto das periferias dentro da cultura gamer brasileira é impossível de ignorar. Streamers, pro players, criadores de conteúdo e influenciadores vindos das comunidades dominam audiência, engajamento e tendências nas redes sociais. O universo geek brasileiro ficou mais diverso, mais acessível e muito mais conectado com a realidade da juventude periférica.
Lab Móvel mistura games, tecnologia e Inteligência Artificial
Um dos pontos mais interessantes do Lab Móvel é justamente a combinação entre entretenimento e formação profissional. O projeto leva para as comunidades uma estrutura completa com computadores gamers, PlayStation 5, área mobile, mini torneios de Free Fire e experiências voltadas ao universo digital.
Mas o foco não está apenas em jogar. A proposta também inclui oficinas de Inteligência Artificial, letramento digital e bate-papos com profissionais da indústria gamer e tecnológica. Essa mistura mostra como o setor de games deixou de ser apenas lazer e passou a funcionar como um verdadeiro ecossistema profissional.
Para muitos jovens participantes, o contato com IA, programação, produção audiovisual ou criação de conteúdo acontece pela primeira vez dentro desse tipo de iniciativa. Isso cria novas perspectivas de carreira e amplia horizontes profissionais para além do sonho de se tornar jogador competitivo.
Outro ponto importante é que projetos como esse ajudam a reduzir uma barreira histórica: o acesso à tecnologia. Em um cenário onde a transformação digital acontece cada vez mais rápido, oferecer esse contato prático com ferramentas modernas pode fazer diferença real no futuro desses jovens.
O mercado gamer virou uma porta de entrada para novas profissões
A indústria dos games já movimenta bilhões ao redor do mundo e segue crescendo ano após ano. No Brasil, o setor se tornou uma das áreas mais promissoras da economia digital, impulsionando carreiras que vão muito além dos campeonatos de esports.
Hoje, o ecossistema gamer envolve diversas profissões:
- streamers
- editores de vídeo
- designers
- programadores
- narradores de campeonatos
- social media
- desenvolvedores
- produtores de eventos
- influenciadores digitais
Isso significa que jovens das periferias podem encontrar diferentes caminhos dentro desse mercado. E o mais importante: muitos deles já começam consumindo games diariamente, o que cria uma conexão natural com o setor.
O próprio Favela Gaming aposta nessa visão mais ampla da indústria. A iniciativa atua nos pilares educacional, competitivo e sociocultural, mostrando que os games podem funcionar tanto como entretenimento quanto como ferramenta de inclusão econômica.
Além disso, a ascensão de criadores de conteúdo vindos das comunidades reforça uma mudança importante na cultura digital brasileira. O público não quer apenas grandes celebridades inalcançáveis: ele busca pessoas reais, com histórias próximas da sua realidade.
Nobru ultrapassou os esports e virou referência cultural
Embora tenha ficado conhecido mundialmente por sua trajetória no Free Fire, Nobru já ultrapassou há muito tempo o papel de pro player. Hoje, ele é empresário, influenciador, criador de conteúdo e uma das figuras mais relevantes do entretenimento gamer nacional.
Além de ser cofundador da organização Fluxo, Nobru também atua em diferentes empreendimentos ligados ao universo digital e ao lifestyle. Sua presença nas redes sociais ultrapassa 36 milhões de seguidores, consolidando seu alcance muito além da comunidade gamer.
O reconhecimento também chegou ao mercado tradicional. A presença do influenciador na lista Forbes Under 30 mostra como os games passaram a ocupar um espaço relevante dentro da economia criativa brasileira.
Mas talvez o principal diferencial de Nobru seja justamente sua autenticidade. Ele continua conectado às suas origens e frequentemente utiliza sua influência para incentivar jovens periféricos a acreditarem no próprio potencial.
Essa identificação ajuda a explicar por que sua participação no Favela Gaming gera tanto impacto. Para muitos jovens, ele representa a prova concreta de que é possível transformar games em carreira, oportunidade e mudança de vida.
O futuro dos games no Brasil passa pelas periferias
Durante anos, o mercado gamer brasileiro focou principalmente no consumo. Agora, o cenário começa a mudar. As periferias estão deixando de ser apenas audiência e passando a ocupar espaço como protagonistas da indústria.
Projetos como o Favela Gaming ajudam a acelerar esse movimento ao conectar juventudes periféricas com tecnologia, capacitação e oportunidades concretas dentro da nova economia digital.
O crescimento do mobile gaming, dos criadores de conteúdo independentes e da cultura dos esports mostra que o acesso aos games nunca foi tão democrático. E isso cria espaço para revelar novos talentos em diferentes áreas do setor.
Mais do que formar jogadores profissionais, iniciativas como o Lab Móvel ajudam a construir autoestima, ampliar repertório digital e criar possibilidades de futuro para jovens que muitas vezes não tiveram acesso a esse universo.
No fim das contas, talvez esse seja o maior impacto dos games atualmente: não apenas divertir, mas também transformar vidas.
E aí, você acredita que os games podem mudar o futuro das periferias brasileiras? Me conta sua opinião e aproveita para acompanhar mais conteúdos sobre cultura gamer, esports e universo geek no meu Instagram: @pandora.nana
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Games
PlayMinas Inaugura Calendário de 2026 em Venda Nova Unindo Educação e Tecnologia
Published
4 meses agoon
21 de janeiro de 2026By
Pandora Nana
O ano de 2026 começa com um impulso renovado para a cultura gamer em Minas Gerais. Nos dias 26 e 27 de janeiro, o projeto itinerante PlayMinas desembarca na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, ocupando a Escola Municipal Padre Marzano Matias. A iniciativa, que já se consolidou como um marco na integração entre tecnologia e ensino, busca transformar o ambiente escolar em um polo de inovação digital e protagonismo estudantil.
Promovido pela Codemge e pelo Governo de Minas Gerais, em parceria com a Sedese e o Instituto Novare, o evento democratiza o acesso a ferramentas que, antes, eram vistas apenas como entretenimento. Ao colocar a cultura gamer no centro do debate pedagógico, o PlayMinas permite que jovens da rede pública visualizem novas trajetórias profissionais e desenvolvam habilidades essenciais para o século XXI, como o raciocínio lógico e a colaboração.
A Gamificação como Ferramenta de Aprendizado nas Escolas
A proposta do PlayMinas em Venda Nova vai muito além das telas. O projeto utiliza os jogos digitais como um eixo central para o desenvolvimento do pensamento crítico. Ao participar de oficinas e experiências interativas, os alunos são incentivados a compreender a lógica por trás dos códigos e das narrativas, transformando o consumo passivo de mídia em uma postura ativa de criação e descoberta.
Nesse contexto, a cultura gamer é apresentada como uma linguagem educacional poderosa. Professores e alunos têm a oportunidade de explorar como os elementos dos games — como sistemas de recompensa, superação de desafios e narrativa — podem ser transpostos para o currículo escolar. Essa abordagem pedagógica moderna ajuda a manter o engajamento estudantil e prepara os jovens para lidar com as complexidades do mundo digital de forma consciente e responsável.
Além disso, a estrutura montada na Escola Municipal Padre Marzano Matias funciona como um laboratório vivo. Durante os dois dias de atividades, o ambiente escolar é ressignificado, permitindo que a experimentação tecnológica ocorra de forma segura e inclusiva. O objetivo é que o conhecimento adquirido não se limite aos dias do evento, mas plante sementes de curiosidade técnica e artística na comunidade local.
Economia Criativa e o Futuro Profissional em Minas Gerais
O PlayMinas também atua como uma vitrine para a pujante economia criativa do estado. Minas Gerais tem se destacado no cenário nacional pela produção de conteúdo e pelo desenvolvimento de softwares, e o evento em Venda Nova serve para mostrar aos jovens que a cultura gamer é uma indústria viável e lucrativa. O contato direto com profissionais da área abre horizontes para carreiras em design, programação, roteirização e gestão de projetos digitais.
A descentralização das ações é um ponto fundamental dessa estratégia. Ao levar o projeto para bairros fora do eixo central de Belo Horizonte, o governo estadual garante que talentos locais sejam descobertos e valorizados. A ideia é criar uma rede de inovação que abrace todas as regiões, preparando o terreno para o Game Fest Minas, o grande evento que consolidará o estado como uma referência absoluta no setor ao final do ano.
Para os empreendedores e comunidades locais, a etapa de Venda Nova representa uma chance de entender as novas demandas do mercado. A valorização da sustentabilidade e do uso ético da tecnologia são pilares que acompanham cada oficina, reforçando que o crescimento da cultura gamer deve caminhar lado a lado com a responsabilidade social. Assim, o projeto constrói uma base sólida para que o futuro digital mineiro seja não apenas inovador, mas também humano e equitativo.
Para ficar por dentro de todas as novidades sobre tecnologia, eventos e as próximas etapas deste circuito, não deixe de acompanhar meu Instagram: https://www.instagram.com/pandora.nana/
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Games
Game of Thrones: Conquest comemora 8º aniversário com grande atualização e novo recurso
Published
7 meses agoon
7 de outubro de 2025By
Pandora Nana
Oito anos de estratégia e poder
A Warner Bros. Games e a HBO anunciaram uma grande celebração pelos oito anos de Game of Thrones: Conquest, o jogo mobile de estratégia inspirado no universo de Westeros. Desde seu lançamento em 2017, o título conquistou milhões de jogadores em todo o mundo e se mantém como um dos favoritos do gênero graças à sua jogabilidade envolvente e à comunidade ativa.
Para marcar o aniversário, o game receberá em 22 de outubro sua maior atualização do ano, que trará o novo recurso Salão dos Heróis. A novidade chega acompanhada de um trailer especial e de um infográfico celebrando a jornada dos fãs ao longo desses oito anos.
Uma história de conquistas épicas
Desde a estreia, Game of Thrones: Conquest permitiu que fãs da franquia forjassem alianças, travassem batalhas e colecionassem heróis icônicos das séries Game of Thrones e House of the Dragon, ambas vencedoras do Emmy® e do Globo de Ouro®.
Atualmente, o game conta com 109 heróis jogáveis de todas as eras dos Sete Reinos — entre eles Rhaenyra Targaryen, “A Rainha Negra”, e até o temido Rei da Noite, o Primeiro Caminhante Branco.
Os números impressionam: até agora, os jogadores já desbloquearam heróis quase 19 milhões de vezes, além de marcharem sobre Porto Real e disputarem o Trono de Ferro mais de 4,4 milhões de vezes.
Novo recurso: Salão dos Heróis
A principal novidade da atualização é o Salão dos Heróis, que promete redefinir o sistema de progressão de personagens no jogo. A nova mecânica permitirá que jogadores de todos os níveis gerenciem estrategicamente suas Coleções de Heróis, desbloqueando vantagens e recompensas especiais.
O recurso também introduz os Baralhos de Heróis, conjuntos predefinidos que podem ser aprimorados de acordo com a raridade dos personagens. Ao evoluir os Níveis de Estrela desses baralhos, os jogadores ganham bônus permanentes que se somam aos já existentes do Pequeno Conselho e das formações de Marcha.
O lançamento inicial contará com seis Baralhos de Heróis, com novos conjuntos planejados para atualizações futuras — expandindo ainda mais a profundidade estratégica do jogo.
Eventos e recompensas exclusivas
Para celebrar o aniversário, Game of Thrones: Conquest realizará três semanas de eventos por tempo limitado a partir de outubro. Será o momento ideal tanto para novos jogadores quanto para veteranos fortalecerem seus exércitos e expandirem suas coleções.
Entre os brindes especiais, todos os jogadores que entrarem no game entre 7 e 26 de outubro receberão o Peão de Marcha Astrolábio, um item inspirado na icônica abertura da série original. Esse será o primeiro peão totalmente animado já lançado no jogo.
Além disso, a partir de 20 de outubro, será possível desbloquear uma variação prateada do Astrolábio ao completar missões diárias durante sete dias consecutivos.
Disponibilidade
Game of Thrones: Conquest está disponível gratuitamente para download na
Com oito anos de batalhas épicas e alianças forjadas em fogo e sangue, Game of Thrones: Conquest segue expandindo o universo de Westeros nos dispositivos móveis. O Salão dos Heróis promete elevar o nível estratégico do jogo e garantir fôlego novo à comunidade que continua crescendo ao redor do mundo.
Quer ficar por dentro das novidades sobre o universo Pop? Me acompanha no Instagram @pandora.nana e não perca nenhum lançamento.
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