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Gnar o novo campeão do League of Legends

Bruna Andrade

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O tempo passa para todos – para Gnar, não. Nascido há milênios, Gnar é um yordle capturado e aprisionado em gelo verdadeiro, assim ficando – literalmente – congelado no tempo. Civilizações ergueram-se e caíram enquanto o yordle pré-histórico olhava vagamente, mas nada – nem mesmo gelo verdadeiro – confinaria Gnar para sempre. Após se libertar, Gnar vagou por Runeterra até se ver recepcionado por seus descendentes yordles. Porém, eles descobririam em breve que há uma fera por trás do garoto. 

Habilidades

  • Passiva: Ira Genética

  • Q: Mini Gnar – Bumerangue

  • W: Mini Gnar – Hiperativo (passiva)

  • E: Mini Gnar – Salto

  • R: Mega Gnar – GNAR!

Mecânica de Jogo

 

Gnar, este yordle pré-histórico, combina bem com a rota do topo no Rift. Um campeão de transformação que tem forças e fraquezas claras em ambas as formas (Mini Gnar e Mega Gnar), ele luta melhor ao prever seus ataques de ira – e ao final da partida, participa de forma mais eficaz como tanque ou lutador.

Rota do topo

O medidor de ira de Gnar se preenche mais lentamente no início da partida; assim, dominar sua forma Mini é essencial para começar com sucesso. Felizmente, Mini Gnar tem vários truques nas mangas peludas para manter sua forma mais frágil a salvo dos ataques inimigos. Bumerangue causa um dano decente ao seu rival de rota, e sua lentidão ajuda Gnar a manter distância e evitar os contraataques. Assim que habilitada, Hiperativo causa mais dano, ajudando-o a dominar a rota com ataques básicos de tempo certeiro e arremessos repetidos de Bumerangue. Mini Gnar se sai melhor ao guardar Salto para fugas; é uma habilidade de afastamento confiável que ele pode usar em inimigos da rota ou caçadores que vierem tentar derrotá-lo.

E aí tem o Mega Gnar. Uma fera brutal com controle de grupo significativo e dano em rajada surpreendente, Mega Gnar traz um estilo de jogo completamente diferente para usar com forças e fraquezas inerentes. Ele é um monstrengo: lento, forte e resistente, e enquanto ele deslancha uma dose cavalar de dano, ele não tem muito com o que dar sequência a isso. Enquanto Mini Gnar é ágil o suficiente para ficar vagando às margens do combate, Mega Gnar se sobressai no meio da pancadaria. Depois de usar Encontrão em seu rival da rota do topo, o uso repetido de Arremessar Pedregulho e Safanão deve deixar até mesmo o mais defensivo dos inimigos claramente prejudicado. Porém, ele tem vulnerabilidades consideráveis, principalmente se ele for alvo de emboscadas.

Mega Gnar não tem meios eficazes de fuga e depende puramente de sua vida e resistência para continuar vivo enquanto ele se arrasta em direção à sua própria torre. As coisas mudam significativamente quando ele chega ao nível seis e ganha acesso a… GNAR! O impacto é forte o suficiente, assim como a utilidade para salvar a vida de Gnar – e acabar com a de seu inimigo – particularmente quando estiverm próximos a estruturas. Atraia seu oponente para o arbusto como Mini Gnar; depois, transforme-se e use GNAR! para esmagá-los na parede, causando lentidão e depois detonando-o com o resto de suas habilidades. Se o rival estiver se sentindo muito confiante e encarar a torre, use a habilidade para atordoá-los ao jogá-los contra sua torre. Ao tentar sobreviver a uma emboscada, simplesmente jogá-lo para longe deve dar o tempo necessário para Gnar fugir.

Lutas de equipe

Gnar tem três fases distintas durante lutas de equipe, cada uma orientada ao marcar o tempo de suas formas. Primeiro, ele precisa evitar o confronto direto enquanto a forma Mini Gnar acumula ira, atraindo-os com ataques básicos, Bumerangue e a passiva de Hiperativo para deixar uma marca na linha de frente inimiga. Assim que Gnar estiver prestes a estourar, é melhor ele usar Salto na direção do time rival. Sempre que Mini Gnar ativa uma habilidade com a barra de ira cheia, ele se transforma em Mega Gnar enquanto a usa – isto é, os alvos reunidos verão uma bolotinha de pelos saltando em sua direção… mas algo bem diferente vai aterrissar entre eles.

 

Assim que Mega Gnar cai aochão, seu papel é incomodar o máximo possível, usando Lançar Pedregulho e Safanão para causar dano e controle de grupo a todos os inimigos próximos. Aqui, ele se sobressai como tanque, bloqueando disparos de precisão com sua enorme forma e forçando os causadores de dano inimigos a focarem nele. Saber quando usar GNAR! é importantíssimo: o uso de tempo certeiro pode interromper várias habilidades de inimgo ao mesmo tempo, enquanto o posicionamento certeiro pode fazer com que o time inimigo inteiro vá de encontro a uma estrutura, causando atordoamento a todos e dando aos seus aliados a chance dos abates.

À medida que a ira de Mega Gnar começa a acabar, as forças de Mini Gnar se tornam ótimos recursos para fazer a limpa. Ele é rápido e pode se aproximar com Salto e seus ataques básicos que, quando numerosos o suficiente, ativam Hiperativo e dão a Mini Gnar um enorme bônus de velocidade de movimento. Inclua aí o Bumerangue e ele tem todas as ferramentas necessárias para caçar e finalizar seus alvos.

Sinergia

Funciona bem com:

Lulu – a Fada Feiticeira

O conjunto de Lulu complementa bem as fraquezas de Gnar e suplementa suas forças em ambas as formas. Ela pode proteger Mini Gnar com Socorro, Pix! sempre que ele estiver sob ataques, enquanto Caprichos dá a MEga Gnar todo o movimento necessário para ajudá-lo a colar na equipe inimiga e causar seu dano em área de efeito.


Amumu – a Múmia Triste

Na reta final da partida, Gnar se sobressai ao ter um iniciador e tanque para acompanhar. Amumu é perfeito: seu combo de Q a R trava as equipes inimigas, e isso equivale a Mega Gnar poder usar Safanão e complementar o dano em área de Amumu com o seu próprio.


Orianna – a Donzela Mecânica

O sistema de entrega de bola continua sempre que Mega Gnar salta para a equipe inimiga! Combinar Safanão e Comando: Onda de Choque (Chofanão?) causa dano devastador, e Orianna pode emendar com Comando: Dissonância, causando lentidão aos inimigos e acelerando o passo outrora arrastado de Mega Gnar.

Tem dificuldade contra:

Teemo – o Explorador Veloz

Teemo ganha de Gnar no alcance e causa dano o suficiente com o tempo com Disparo Tóxico, podendo derrotá-lo com facilidade. O Explorador Veloz também pode cegar Gnar em duelos de ataques básicos, ou se Mover Depressa para esquivar de tudo – bumerangues, pedregulhos e Mega Gnars.


Irelia – a Vontade das Lâminas

Apesar de Gnar enfrentar Irelia no mesmo pé nos níveis iniciais, lá pelo nível 5 ela tem todo o dano real, sobrevivência, velocidade e resistência necessários para derrotar Gnar no combate, significando que é melhor o Yordle Pré-Histórico ficar acumulando recursos debaixo de sua torre e contar com a ajuda de seu caçador.


Fizz – o Trapaceiro das Marés

Fizz é problemático para ambas as formas de Gnar. Ele é ágil e poderoso o suficiente para enfraquecer Mini Gnar antes que ele tenha chance de se transformar, e Brincalhão / Trapaceiro o permite esquivar do poder e controle de grupo consideráveis de Mega Gnar (incluindo GNAR!)

Análises de Campeão

Gnar, criado por gypsylord

Vamos falar de transformação!

Historicamente, Campeões de transformação são os mais difíceis de equilibrar em League of Legends porque eles frequentemente acabam com uma forma dominante: antes do 4.10, Nidalee era melhor na forma humana, a não ser que precisasse executar alguém ou fugir, e Jayce fica tranquilão na forma de canhão na maioria de suas partidas. Dar forças e fraquezas únicas a ambas as formas não significa nada se for possível simplesmente se transformar à vontade para perder a fraqueza da vez. Vejamos Jayce de novo: Como um Campeão corpo-a-corpo deveria enfrentá-lo em uma situação mano-a-mano se Jayce pode duelar de forma igual de perto e ainda tem a opção de se transformar em um Campeão atirador eficaz ?

 

Eis a pergunta central que nos fizemos: como podemos criar um novo Campeão de transformação que pareçafundamentalmente bom para jogar e para enfrentar? Nossa resposta foi criar um Campeão com forças e fraquezas identificáveis em ambas as formas, e aí limitar a habilidade do jogador controlar em qual forma jogar. Após meses de testes, chegamos ao Gnar, esta adorável (às vezes, né) bolinha de pelo.
Então, como ele é diferente? Bem, Mini Gnar é um dos Campeões de maior mobilidade no jogo. Ele apresenta bom dano constante e atrai os inimigos incrivelmente bem – mas se ele for pego, ele morre rápido.Por outro lado, Mega Gnar é um colosso. Ele é bem tanque e com dano em rajada surpreendente – e ainda por cima tem controle de grupo e área de efeito poderosos. Entretanto, ele é lento, e isso significa que os inimigos pode fugir dele ao simplesmente andar na direção oposta. Tirar o controle da transformação do Gnar significa que ele precisa prever quando ele está prestes a estourar (ou a, hã, se recompor?), posicionar-se e preparar uma jogada de forma completamente diferente, dando complexidade e profundidade extras ao seu estilo de jogo. Isto também quer dizer que – pela primeira vez – saber como jogar durante as transições entre as formas de Gnar é tão importante quanto dominar os estilos de jogo de suas duas formas.

 

Estamos empolgados para ver o que vocês acham do próximo Campeão de Runeterra. Deixem seus comentários abaixo!

Fonte: League of Legends

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Pela primeira vez no Brasil, DreamHack receberá torneio de Rainbow Six Siege

Bruna Andrade

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DreamHack receberá torneio de Rainbow Six Siege

 

Competição acontecerá em abril no Rio de Janeiro e terá oito times brasileiros da modalidade; Duas vagas serão destinadas a equipes femininas 

Os fãs de Rainbow Six Siege terão mais uma competição no calendário para acompanharem seus times do coração. O DreamHack Rio 2019 divulgou a realização de um torneio da modalidade no evento, que acontecerá pela primeira vez no Brasil de 19 a 21 de abril, no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. A premiação total será R$ 50 mil reais.

 

Rainbow Six será atração nos três dias do DH. Na sexta-feira (19), serão disputadas as etapas classificatórias que definem os últimos participantes da competição. No sábado (20), acontecerão os confrontos válidos pelas quartas de final e no domingo (21), as semifinais e a Grande Final.

 

Quatro vagas para o campeonato serão definidas ainda este mês, nos dias 15 e 16 de março. As oito equipes que estão na elite do cenário competitivo brasileiro se enfrentam e definem as quatro primeiras classificadas para o DreamHack. Os outros participantes serão decididos em duas qualificatórias: uma delas destinará dois lugares obrigatoriamente para equipes femininas, com duelos nos dias 18 e 19, também em março. A outra acontecerá no formato já consagrado por outras DreamHack ao redor do mundo, o BYOC – no qual os jogadores levam seus próprios equipamentos – e aceitará times masculinos, femininos ou mistos em busca das duas vagas restantes no dia 19, data da abertura do DreamHack.

 

As partidas do torneio de Rainbow Six Siege no DreamHack Rio 2019 serão disputadas em formato MD3 (melhor de três mapas) e terão transmissão ao vivo, a partir das quartas-de-final, nos canais oficiais do Rainbow Six Esports Brasil na Twitch

e no YouTube

.

 

O cenário da nova edição do evento, no entanto, já é bem conhecido pelo público que acompanha o cenário de Rainbow Six Siege. Em 2018, o Rio de Janeiro foi palco, entre os dias 17 e 18 de novembro, das finais mundiais da Rainbow Six Pro League, uma das competições mais importantes do cenário competitivo. Foram dois dias de disputas e uma legião de milhares de fãs acompanhando seus ídolos de perto. O evento foi um grande sucesso e mostrou que a cidade está preparada para receber outros torneios de grande porte.

 

“O Rainbow Six Siege já é um dos esportes eletrônicos mais queridos do público brasileiro. Os números estão aí para comprovar. Essa paixão e engajamento dos torcedores, somados ao sucesso das competições disputadas no Brasil, mostram a importância da presença da modalidade nos maiores eventos de eSports do país. Estamos muito felizes com a participação do Rainbow Six Siege no DreamHackRio”, ressalta Marcio Canosa, diretor de eSports da Ubisoft para América Latina.

 

Os ingressos para DH podem ser adquiridos no site da Tickets For Funneste link.

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Ubisoft fecha parceria com a Lenovo para sequência do Brasileirão Rainbow Six 2019

Bruna Andrade

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Ubisoft fecha parceria com a Lenovo para sequência do Brasileirão Rainbow Six 2019

Marca renomada de tecnologia já pôde ser vista no retorno da competição no último domingo (10)

 

O Brasileirão Rainbow Six 2019 retornou com um apoio de peso. A Lenovo, líder em tecnologia inovadora, é a mais nova patrocinadora do campeonato, que iniciou o segundo turno no último domingo (10) após uma pausa para a disputa do Six Invitational.

Agora, a fabricante estará presente nas partidas do BR6 que acontecem na Live Arena, em São Paulo. Os jogos da competição são transmitidos ao vivo pelo sportv.com e canais oficiais do Rainbow Six Esports Brasil na Twitch e no YouTube.

A marca estendeu a parceria firmada com a Ubisoft no último ano, investindo no cenário competitivo brasileiro de Rainbow Six que, além de ter uma ampla base de fãs e times de reconhecimento internacional, também já está consolidado e bem estruturado dentro do calendário nacional de esportes eletrônicos.

“O Rainbow Six Siege possui uma comunidade de mais de dois milhões de jogadores somente no Brasil. No Brasileirão, contamos com oito dos melhores times do mundo, o que atrai uma grande audiência dos fãs e torcedores. É com muita alegria que recebemos a Lenovo como uma nova parceira para trilhar esse caminho de sucesso conosco”, diz Marcio Canosa, diretor de eSports da Ubisoft para América Latina.

Ao lado da Ubisoft desde as finais da sétima temporada da Pro League de Rainbow Six, a Lenovo tem investido cada vez mais no cenário dos eSports como parte de sua estratégia para atingir a comunidade gamer com a linha Legion. O último lançamento recente da Lenovo – o Legion Y530, foi projetado com base em uma pesquisa de mercado que apontou as necessidades dos gamers e usuários que buscam configurações potentes para a diversão e também precisam de um equipamento com design sofisticado e de alto desempenho para uso diário. A marca já esteve presente em outras grandes competições da modalidade, como é o caso do Six Major e do Six Invitational, dois maiores torneios de R6.

“A parceria com a Ubisoft agrega valor à nossa estratégia para o setor de games. A comunidade gamer é um público assertivo para a Lenovo, que enxerga um caminho cada vez mais promissor para esse segmento. Estamos investindo em um portfólio específico para atendê-los com qualidade e excelência e promover uma experiência única”, declara Ana Claudia Braga, gerente sênior de marketing da Lenovo.

Na sua terceira edição, o Brasileirão Rainbow Six é um dos responsáveis por colocar o cenário brasileiro da modalidade em evidência. Organizado pela Ubisoft, o torneio reúne as oito melhores equipes do país.

Disputado em pontos corridos em turno e returno, são 14 rodadas distribuídas em 28 semanas de jogos, com intervalos para torneios internacionais e janelas de transferências. Em 2018, a competição trouxe novidades em seu formato e adotou temporadas mais longas, seguindo os moldes europeus de calendário competitivo.

“O novo modelo que adotamos para o campeonato nacional nos aproximou ainda mais dos torcedores. Os jogos presenciais e a longa duração do Brasileirão elevaram a qualidade da competição e atraíram novos fãs. Estamos na terceira edição e evoluindo cada vez mais. O torcedor brasileiro é apaixonado por Rainbow Six, prova disso é que no Six Invitational, 30% da audiência global veio do Brasil”, conclui o diretor da Ubisoft.

As finais do BR6 começam no dia 7 de julho e irão reunir os quatro melhores classificados da fase de pontos corridos. O primeiro colocado da fase de pontos corridos já garantirá sua vaga diretamente para a decisão, no dia 28 de julho, que será disputada em um grande evento aberto ao público.

Atualmente, o BR6 2019 está na 16ª semana. Team Liquid e FaZe Clan lideram a competição empatadas com 15 pontos. Neste domingo (17), às 18h, dois confrontos encerram a oitava rodada do torneio: INTZ x paiN Gaming e ReD DevilS x Black Dragons.

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eSports

Ser mulher no mundo do eSports – Entenda como o comportamento tóxico é prejudicial

Bruna Andrade

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Um dia qualquer após longo stress do cotidiano, você resolve ligar seu computador para relaxar do trabalho ou dos estudos. Já deixa seu energético a postos pois sabe que a noite vai ser longa e já abre seu jogo favorito, que no meu caso é o “Lolzinho”.

Sei que para muitos esse é o cenário comum do dia a dia para aliviar do stress, por mais que sabemos que sempre vai ter um yasuo troll nas nossas rankeds, mas acredite para algumas pessoas isso é bem mais estressante do que para a maioria.

Acredito que posso arriscar e dizer que todos os gamers já presenciaram um comportamento toxico em uma partida, mas sabe o que tem se tornado cada dia mais comum? A prática de “toxidade” ao notar um player com nickname feminino.

O comportamento tóxico, que pode ser definido como a prática de ofensas verbais, via chat escrito ou áudio, ou ações de exclusão, isolamento e não cooperação dentro do ambiente online. Ações motivadas por qualquer tipo de discriminação ou preconceito contra etnia, gênero, classe social ou religião.

Atualmente o mercado de eSports atinge, um público na faixa etária de 14 a 30 anos no Brasil. E por mais que muitos não acreditem, boa parcela desse público, é formado por mulheres, podendo o eSports ser considerado uma modalidade que possui grande potencial de inserção no universo feminino.

Segundo uma pesquisa realizada por mim mesma na época da faculdade, com um publico focado em League of Legends no ano de 2016 cerca de 30% do público era feminino, e vou me arriscar mais uma vez dizendo que esse numero deve ter aumentado desde aquele ano.

Mas o real problema, é que mesmo com a parcela feminina na comunidade crescendo, elas continuam não sendo 100% aceitas, ou pelo menos não se sentem acolhidas no ambiente online e o comportamento tóxico de alguns membros possui uma grande parcela de responsabilidade nisso.

Você acha que apenas no LoL existe esse problema?

Vamos lá.. entre no seu CSGO. Não foi fácil, não vou dizer que isso aconteceu em todas as salas, mas em grande parte sim, o comportamento tóxico estava lá.

O preconceito é visto de todas as formas. Se você joga mal alguma partida, isso aconteceu porque é uma mulher; Se o seu time joga mal um round, as criticas são mais direcionadas ao seu desempenho; se você joga bem, ou você é ofendida ou está usando cheats .

Sem contar os pedidos de whats app, perfil no instagram, facebook etc…

O que posso fazer?

A Constituição Federal é clara em seu 5° artigo, no qual diz que todos são iguais perante a lei estabelecendo que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.

Nós mulheres conquistamos muitas coisas, e devemos nos orgulhar disso diariamente. Mas, ainda vivenciamos discriminações diárias. Um claro exemplo é a relação do salário que, quando comparado ao dos homens, demonstra-se menor, independentemente do nível de escolaridade e capacitação

O comportamento tóxico traduz em efeito direto ao cenário competitivo, onde é só não ver quem não quer a diferença do número de competições femininas, em comparação ao cenário masculino, além dos valores das premiações manterem um patamar bem desproporcional.

Muitas equipes, preocupadas com as questões envolvendo o assédio e o comportamento tóxico como um todo, já estipulam dentro de seus regimentos internos e códigos de conduta, o combate à pratica de assédio, coibindo o comportamento tóxico de seus atletas e estabelecendo multas e punições.

O comportamento tóxico dos atletas reflete diretamente na imagem das equipes, e não, nem sempre elas estão fazendo isso porque são legais.

A preocupação não é só das equipes, as grandes empresas que distribuem os jogos também estabelecem canais de denúncia sobre assédio, e dentro dos regulamentos das competições disciplinam as regras de punição de atletas e jogadores não profissionais que praticam tais atos.

A Riot por exemplo, estabelece as regras de comportamento tóxico de League of Legends no documento “Código do Invocador“, explicando o que é permitido ou não no game.

Muitas mulheres, inclusive eu mesma já usei diversas vezes dessa estrategia, utilizam nicknames masculinos ou até moduladores de voz para poderem jogar se passando por homens, ou simplesmente desligam seu comunicador, prejudicando o desempenho limitando sua comunicação durante a partida.

A ONG norte-americana Wonder Women Tech criou a campanha “My Game My Name”, que incentiva as mulheres a não se esconderem, usarem seus nicknames reais e orientando as vítimas a denunciarem o assédio e jogadores a não praticarem ou aceitarem a prática.

No Brasil, a atleta Danielle Andrade “Cherna”, um dos destaques do cenário de Rainbow Six, teve sua indicação contestada na premiação promovida pela Sportv já que era a unica indicada do sexo feminino, e sofreu diversos ataques nas redes sociais.

Combater o comportamento tóxico é dever de cada um, e existem muitas formas de lidar com a situação no ambiente online:

  1. Denunciar o comportamento online realizado nas redes sociais, buscando a remoção do conteúdo e punição dos perfis envolvidos;
  2. Reportar comportamento tóxico dentro das partidas, (cada jogo tem um local próprio para essa denuncia);
  3. Denunciar, se cabível, o comportamento tóxico realizado pelas redes sociais ou servidores para as autoridades policiais, haja vista que muitas das práticas podem ser caracterizadas como crimes;
  4.  Colher provas, prints, informações, logins, Nicks, ids para municiar os órgãos de denúncia sobre a identidade do ofensor.

Vamos fazer do universo online um lugar bacana para todos, afinal a gente sabe que não é só um joguinho. É um jeito que escolhemos viver nossas vidas.

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