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Novos Horizontes: Ultimate Alliance (Parte 1)

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E vamos começar esta coluna com o projeto Ultimate Alliance, um projeto bem legal que eu conheci através de um grupo no facebook. E já que eu comentei sobre o grupo, vou falar mais dele pra vocês. O grupo chama-se League of Legends – Way to pro, cujo objetivo é reunir todas as pessoas que se interessam por LoL e utilizar este espaço para socializar conhecimento do jogo, ou seja, você pode participar do grupo para ajudar as pessoas que lá postam suas dúvidas ou simplesmente para ser ajudado, postando suas dificuldades e esperando a ajuda do pessoal. É um lugar muito legal, pois alguns integrantes também postam vários materiais que encontram pela internet a fora. Para ter mais informações, é só clicar no nome do grupo ali em cima.

Bem, voltemos então à Ultimate Alliance, que é o foco desta postagem.

A Ultimate Alliance é um projeto criado e coordenado pelo Raphael Mousquer, no qual as pessoas de qualquer nível ou elo podem se inscrever. O principal objetivo do projeto é melhorar a qualidade do nosso servidor, tanto no quesito jogabilidade quanto no quesito comportamental, pois umas das bandeiras defendidas é a não utilização de rage durante as partidas. Neste projeto, os(as) players serão coordenados(as) e acompanhados(as) por uma equipe de coachs, além disso, a proposta também envolve a realização de campeonatos internos à organização e, até mesmo, a formação de um time profissional que levará o nome da organização e participará de campeonatos maiores.

Para conhecer mais deste projeto, nós falamos com o idealizador dele. Segue abaixo, a entrevista que fizemos com o Raphael.

1. Como surgiu a ideia da Ultimate Alliance?!

Então, minha ideia surgiu em um dia que fui chamado pelo Daniel para divulgar todo conhecimento que eu tivesse referente a lol. Eu já possuo canal no Youtube, onde eu passo informações para jogadores/times, maneiras de treinar e etc…

Eu sempre procurei passar informação e juntar todos os “elos” para conversar e trocar conhecimento sem custo algum.Eu também sonho em entrar para o competitivo, mas antes de chegar lá eu quero melhorar a nossa base para aqueles que não vão ser pró-players, que estão apenas jogando o LoL para se divertir, que é o meu caso, pois como trabalho como COACH, eu não sou jogador nato, e sim um estrategista e observador.

Antigamente eu também fazia parte da Ultimate Legion, hoje em dia é uma equipe profissional, e teve toda essa etapa de inscrição, de um projeto voltado a melhorar um pequeno número de pessoas e no final ter um time profissional com nome do time. Eu fazia parte da organização, porém não era bem recebido pelos jogadores, mas com os administradores sempre tive uma ótima relação. Porém, os administradores eram todos jogadores de GuildWars 2 e estavam recém migrando para o LoL, então o pessoal que eu me dava bem, não era da minha área de conhecimento, então não adiantava muito..

Eu estava com esta ideia a um bom tempo, mas não tinha um número ou local que pudesse divulgar para atingir ao mínimo de 50 pessoas, e estou muito assustado, pois o grupo Way To Pro atingiu 2.000 pessoas em 2 semanas de criação, e teve sites/páginas do facebook divulgando, que me fizeram receber 300 inscrições de um dia para o outro.

(Só atualizando, no momento em que eu escrevia esta matéria o Way to Pro já tinha mais de 2600 membros, gente :O )

2. Você poderia dizer, de forma detalhada e clara, o que seria a UA?!

A Ultimate Alliance, será duas coisas, a primeira será uma organização voltada para todos os jogadores que querem evitar e parar os RAGES “huehuebrbr” que temos. Isso é impossível? Não, mas é muito difícil, porém em tudo na vida há soluções exceto a morte. Esta primeira parte vai ser onde vou filtrar todos os participantes, e eles terão como regra passar o NO-RAGE adiante, para tentar mudar o cenário para queles que querem apenas jogar por diversão.

A segunda parte será formar um time competitivo, e levá-los no mínimo ao tier 2, onde eles estarão representando a UA, e todo o seu trabalho. Tentaremos levar o NO-RAGE, e tentar ajudar de alguma forma a diminuir todos esses problemas que temos com xingamentos e etc…

Sei que estou lidando com crianças de 13 á 15 anos, mas também sei que estarei tendo pessoas de 25 até 32 anos, que querem apenas relaxar jogando.

3. Atualmente, você possui alguém ou alguma equipe que te ajude?! Se sim, o que elas fazem?!

  1. A equipe da Ultimate Alliance atualmente está sendo finalizada, por enquanto estou contando com a ajuda do Ehogui, ele fará uma troca de informações com os que querem se tornar narradores, com a do Jefferson Levy que cuida da parte de designer como banner, a logo e tudo que envolve a imagem da equipe; e também da minha esposa, que me ajuda nas revisões de textos e incentivação pessoal.

4. O projeto recebe algum tipo de incentivo?!

Atualmente o projeto ainda está engatinhando, ainda não saiu do papel, e imaginação. No cronograma que eu criei para me organizar, ele terá inicio mês que vem, então não existe possibilidade de qualquer incentivo se não for do próprio bolso. Mesmo eu trabalhando como estagiário, tendo salário baixo e morando sozinho, ainda sim vou investir, mas já possuo contatos que ficaram interessados. Porém, eles querem números, e eu me projetei para que em 6 meses eu comece a receber incentivo financeiro, por enquanto eu estou bancando tudo sozinho, desde teamspeak com 100 slots, até o site que está sendo construído para melhor atender todos que estão dentro e os que futuramente também farão parte da organização.

5. A UA é um projeto que ainda esta em processo de implementação, certo? O que falta para que ela comece a funcionar? Quando o projeto já estará funcionando?!

Então, como citado acima, eu criei um cronograma, me preparando para no mês de setembro estar dando o “ponta-pé inicial”, pois eu tinha em mente atingir 80 pessoas e sofridamente. Porém, com todas as divulgações que ocorreram, eu precisei adiar um pouco mais, já que, além do processo de perguntas via e-mail, também foi feita uma apresentação para um grande número de pessoas, mas faltou bastante gente. Devido à isso eu terei uma segunda apresentação para explicar mais detalhadamente o projeto, também farei uma entrevista com cada um para saber o que a pessoa deseja de verdade: se é apenas participar dos campeonatos ou se é de aprender sobre o jogo.

6. Quantas pessoas você escolheu para participar da Ultimate Alliance?! E como foi feita a seleção e os critérios de escolha destas pessoas?!

Então, ainda está tendo seleção, inicialmente pretendia ter 80 pessoas, onde eu iria buscar coachs, jogadores e narradores, mas estamos tendo bastante projetos parecidos no grupo. Sendo assim, eu estou revendo este número máximo, pois preciso ter tempo e espaço para todos no meu coração e neurônio ^^. A seleção começou inicialmente através do e-mail com respostas pessoais, não foi levado em consideração o elo e sim o motivo dado por cada em querer ingressar no projeto.

7. Em quanto tempo você acredita que conseguirá atingir o seu objetivo?!

Do jeito que as coisas andam antes do esperado, mas penso que no mínimo de 6 meses de trabalho DURO, onde cada segundo que eu tiver disponível da minha vida particular, vai ser gasto exclusivamente no projeto, o dia que eu tiver uma equipe de administração junto a mim, eu posso buscar mais coisas e assim por diante, mas hoje em dia creio que em 3 ou 4 meses já consiga atingir ao mínimo a primeira etapa.

8. A inscrição para participar pode ser feita a qualquer momento ou existe um período para isso? Como as pessoas podem se inscrever para participar da seleção?

Inicialmente as inscrições foram até o dia 1/09/2014, para os(as) primeiros(as) interessados(as). Posteriormente ficarão abertas, mas a pessoa só poderá ingressar no momento que outras forem saindo, para que assim, sempre tenha uma rotação e também essa pessoa passe adiante o conhecimento adquirido dentro da organização, mas nunca será expulso, e sim cederá seu espaço para o próximo. Estou pensando na possibilidade de ter 2 teamspeaks, para que esses que estiveram na etapa concluída, passem a ser professores e criem seus projetos parecidos ou igual. Afinal, a vida é uma eterna aprendizagem, e se você não ensinar ninguém ela acaba por não ser mais eterna.

9. O que você acha do cenário competitivo brasileiro?!

O Cenário brasileiro, está no seu auge, assim como em 2005/6 era do CS, estamos tendo ótimos avanços, mais do que esperado.  Porém falta administração das grandes organizações, mas os jogadores estão aprendendo a dar espaço para novos, porém muitos estão desistindo por não ser como era antigamente. Mas creio que está no momento em que todos que estão querendo fazer algo precisam se mexer.

10. Atualmente, temos em nosso país um cenário bem restrito no qual as modificações das equipes são, em sua grande maioria, resultado de trocas dos mesmo players entre estas equipes. Pra você, o que o player precisa ter para se destacar e conseguir ingressar no cenário brasileiro?

Dedicação, mente aberta e contatos claro, ninguém chega no topo sem conhecer alguém que já está lá. Você não vai chegar em uma empresa ser entrevistado para o melhor cargo se sua antiga profissão não era algo do mesmo nível que esta nova, então, você precisa se dedicar mais do que todos e sempre buscar ser melhor que você mesmo, assim seu limite é infinito. Você deve ser mente aberta, pois sempre alguém vai ser melhor que você em algum aspecto, e você pode tentar aprender com ela para aperfeiçoar o seu conhecimento e jogabilidade.

11. O que é a UA pra você? Se você tivesse que definí-la em uma única palavra, qual seria?

Sonho que esta prestes a ser realizado, a palavra seria: SONHO.

12. Conte-nos coisas legais e curiosidades sobre você! 😀

Eu me chamo Raphael Estima Mousquer, tenho 24 anos, sou enlouquecidamente apaixonado por jogos. Estou me formando em técnico em informática, estou envolvido com e-sports a 9 anos, onde comecei no CS como jogador, passei para manager e participei na parte de organização de alguns campeonatos. Meu primeiro computador bom, eu comprei com 17 anos, somente jogando e trabalhando. Eu sou uma pessoa batalhadora, orgulhosa, para quem não sabe eu sou COACH, no League of Legends, comandei equipes desde bronzes até diamantes, sou péssimo jogador, mas ótimo em didática.

13. Sinta-se a vontade para escrever aqui o que você julgar importante.

Acho importante que se pense positivo sempre, por mais que você esteja lá embaixo.

Direi algo bem pessoal e profundo: quando eu tinha 6 anos, meus pais se separaram. Eu vi meu pai MORANDO em um banco de praça, pois perdemos tudo devido àproblemas financeiros. Minha mãe teve amigas que a ajudaram no início, ela também sempre me ensinou que batalhar é difícil, que tudo é MUITO DIFÍCIL. Hoje moro sozinho em um apartamento de 3 dormitórios que meu pai paga para mim, isso significa que nada é impossível,  é apenas questão de batalhar muito. Quem vê minha vida hoje em dia acha que é fácil, não sabe quanto eu sofri para ter tudo que possuo e quanto eu vou batalhar para melhorar ainda mais. Com tudo isso aprendi que, por mais alto que eu esteja, eu devo sempre ajudar quem esta com dificuldades, independente do que seja. Eu sou assim e sempre vou ser. Não nasci para ser fraco e deixar quem está ao meu alcance fraquejar.

:S Sim, foi algo profundo e eu precisava falar isso para o pessoal saber  quem é o cara que está por trás de todo esse fanatismo por e-sports.

Bem, gente, como vocês podem perceber a UA tem uma proposta bem legal. Para saber mais você também pode acompanhar a página da Ultimate Alliance, ficar por dentro das próximas seleções e acompanhar o avanço do trabalho dessa galera toda!
Eu sou completamente apaixonada por artes visuais, então também fizemos uma entrevista com o Jefferson, o carinha responsável pela criação dessa logo super maneira que vocês viram ai em cima. Para você ver a entrevista com ele, é só acessar aqui a parte 2.

Vem com a gente, acompanhe mais este projeto e apresente o seu também! <3

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  1. Pingback: Novos Horizontes: Ultimate Alliance (parte 2) – GamingNews

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Nobru participa do Favela Gaming e leva tecnologia, games e oportunidades para periferias

Pandora Nana

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O universo gamer brasileiro já deixou de ser apenas entretenimento há muito tempo. Hoje, ele movimenta carreiras, influencia a cultura pop, cria negócios milionários e abre portas para milhares de jovens que enxergam nos games uma oportunidade de transformar suas vidas. E poucos nomes representam isso tão bem quanto Nobru.

O influenciador e campeão mundial de Free Fire participa, neste mês, da nova temporada do Lab Móvel, iniciativa do Favela Gaming que leva tecnologia, aprendizado e oportunidades para comunidades brasileiras. Mais do que um evento gamer, o projeto se tornou um símbolo de como os esports e a inclusão digital podem impactar diretamente a realidade das periferias.

Com ações em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o Lab Móvel reforça uma tendência cada vez mais evidente: o futuro da indústria gamer brasileira passa pelas comunidades.


Nobru e Favela Gaming: quando os games se tornam ferramenta de transformação

A participação de Nobru no projeto carrega um peso simbólico importante. O influenciador conhece de perto a realidade das periferias e frequentemente usa sua própria trajetória como exemplo de como os games podem abrir caminhos antes considerados impossíveis.

Durante sua participação no Lab Móvel, em Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, Nobru destacou justamente a importância do acesso. Segundo ele, talento sempre existiu nas quebradas, mas faltavam oportunidades reais para transformar potencial em carreira. Essa conexão direta com o público é um dos motivos que fazem o criador de conteúdo ser tão relevante dentro e fora do cenário competitivo.

O Favela Gaming nasceu da parceria entre Final Level Co, YouTube Gaming e Gerando Falcões, com o objetivo de democratizar o acesso à indústria dos games e da tecnologia. Em três anos, o projeto já impactou mais de 60 mil jovens e suas famílias, oferecendo aulas, capacitação e experiências ligadas ao universo gamer.

E o mais interessante é que a iniciativa vai muito além do entretenimento. O projeto utiliza os games como porta de entrada para discutir educação digital, mercado de trabalho, empreendedorismo e novas profissões ligadas à economia criativa.


A periferia se tornou uma potência dentro do cenário gamer brasileiro

Durante muito tempo, o mercado de games no Brasil parecia distante da realidade das periferias. Consoles caros, computadores de alto desempenho e internet limitada criavam barreiras enormes para boa parte dos jovens brasileiros. Mas isso começou a mudar com o crescimento dos jogos mobile.

Fenômenos como Free Fire ajudaram a democratizar o acesso aos esports no país. Bastava um celular simples para entrar em partidas competitivas, consumir conteúdo gamer e fazer parte da comunidade online. O resultado foi uma explosão cultural que transformou o cenário brasileiro.

Foi justamente nesse contexto que Nobru surgiu como um dos maiores nomes dos esports nacionais. Sua trajetória saiu das comunidades e alcançou o topo do cenário competitivo mundial, transformando o influenciador em uma referência para milhões de jovens que se enxergam em sua história.

Hoje, o impacto das periferias dentro da cultura gamer brasileira é impossível de ignorar. Streamers, pro players, criadores de conteúdo e influenciadores vindos das comunidades dominam audiência, engajamento e tendências nas redes sociais. O universo geek brasileiro ficou mais diverso, mais acessível e muito mais conectado com a realidade da juventude periférica.


Lab Móvel mistura games, tecnologia e Inteligência Artificial

Um dos pontos mais interessantes do Lab Móvel é justamente a combinação entre entretenimento e formação profissional. O projeto leva para as comunidades uma estrutura completa com computadores gamers, PlayStation 5, área mobile, mini torneios de Free Fire e experiências voltadas ao universo digital.

Mas o foco não está apenas em jogar. A proposta também inclui oficinas de Inteligência Artificial, letramento digital e bate-papos com profissionais da indústria gamer e tecnológica. Essa mistura mostra como o setor de games deixou de ser apenas lazer e passou a funcionar como um verdadeiro ecossistema profissional.

Para muitos jovens participantes, o contato com IA, programação, produção audiovisual ou criação de conteúdo acontece pela primeira vez dentro desse tipo de iniciativa. Isso cria novas perspectivas de carreira e amplia horizontes profissionais para além do sonho de se tornar jogador competitivo.

Outro ponto importante é que projetos como esse ajudam a reduzir uma barreira histórica: o acesso à tecnologia. Em um cenário onde a transformação digital acontece cada vez mais rápido, oferecer esse contato prático com ferramentas modernas pode fazer diferença real no futuro desses jovens.


O mercado gamer virou uma porta de entrada para novas profissões

A indústria dos games já movimenta bilhões ao redor do mundo e segue crescendo ano após ano. No Brasil, o setor se tornou uma das áreas mais promissoras da economia digital, impulsionando carreiras que vão muito além dos campeonatos de esports.

Hoje, o ecossistema gamer envolve diversas profissões:

  • streamers
  • editores de vídeo
  • designers
  • programadores
  • narradores de campeonatos
  • social media
  • desenvolvedores
  • produtores de eventos
  • influenciadores digitais

Isso significa que jovens das periferias podem encontrar diferentes caminhos dentro desse mercado. E o mais importante: muitos deles já começam consumindo games diariamente, o que cria uma conexão natural com o setor.

O próprio Favela Gaming aposta nessa visão mais ampla da indústria. A iniciativa atua nos pilares educacional, competitivo e sociocultural, mostrando que os games podem funcionar tanto como entretenimento quanto como ferramenta de inclusão econômica.

Além disso, a ascensão de criadores de conteúdo vindos das comunidades reforça uma mudança importante na cultura digital brasileira. O público não quer apenas grandes celebridades inalcançáveis: ele busca pessoas reais, com histórias próximas da sua realidade.


Nobru ultrapassou os esports e virou referência cultural

Embora tenha ficado conhecido mundialmente por sua trajetória no Free Fire, Nobru já ultrapassou há muito tempo o papel de pro player. Hoje, ele é empresário, influenciador, criador de conteúdo e uma das figuras mais relevantes do entretenimento gamer nacional.

Além de ser cofundador da organização Fluxo, Nobru também atua em diferentes empreendimentos ligados ao universo digital e ao lifestyle. Sua presença nas redes sociais ultrapassa 36 milhões de seguidores, consolidando seu alcance muito além da comunidade gamer.

O reconhecimento também chegou ao mercado tradicional. A presença do influenciador na lista Forbes Under 30 mostra como os games passaram a ocupar um espaço relevante dentro da economia criativa brasileira.

Mas talvez o principal diferencial de Nobru seja justamente sua autenticidade. Ele continua conectado às suas origens e frequentemente utiliza sua influência para incentivar jovens periféricos a acreditarem no próprio potencial.

Essa identificação ajuda a explicar por que sua participação no Favela Gaming gera tanto impacto. Para muitos jovens, ele representa a prova concreta de que é possível transformar games em carreira, oportunidade e mudança de vida.


O futuro dos games no Brasil passa pelas periferias

Durante anos, o mercado gamer brasileiro focou principalmente no consumo. Agora, o cenário começa a mudar. As periferias estão deixando de ser apenas audiência e passando a ocupar espaço como protagonistas da indústria.

Projetos como o Favela Gaming ajudam a acelerar esse movimento ao conectar juventudes periféricas com tecnologia, capacitação e oportunidades concretas dentro da nova economia digital.

O crescimento do mobile gaming, dos criadores de conteúdo independentes e da cultura dos esports mostra que o acesso aos games nunca foi tão democrático. E isso cria espaço para revelar novos talentos em diferentes áreas do setor.

Mais do que formar jogadores profissionais, iniciativas como o Lab Móvel ajudam a construir autoestima, ampliar repertório digital e criar possibilidades de futuro para jovens que muitas vezes não tiveram acesso a esse universo.

No fim das contas, talvez esse seja o maior impacto dos games atualmente: não apenas divertir, mas também transformar vidas.

E aí, você acredita que os games podem mudar o futuro das periferias brasileiras? Me conta sua opinião e aproveita para acompanhar mais conteúdos sobre cultura gamer, esports e universo geek no meu Instagram: @pandora.nana

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Além da Capital: EP Games coloca o interior paulista na rota dos e-sports

Pandora Nana

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O eixo Rio-São Paulo sempre foi o coração pulsante dos eventos de games no Brasil, mas o cenário está mudando. Com o anúncio do EP Games, que acontece entre os dias 15 e 18 de janeiro no Iguatemi Campinas, o interior paulista prova que não quer mais ser apenas um espectador das grandes feiras. Realizado pelo Grupo EP (afiliada Globo), o evento nasce com a proposta de democratizar o acesso à cultura geek e consolidar Campinas como um polo estratégico de negócios e entretenimento gamer.

O peso do cenário competitivo: Do CS2 ao Free Fire

Muito além de uma feira de exposição, o EP Games chega com um calendário competitivo agressivo. O destaque fica para a final sul-americana do Rematch e a final do Circuit X de CS2 Feminino, reforçando o compromisso com a diversidade no cenário profissional.

A confirmação de gigantes como MIBR, W7M, Vivo Keyd Stars e Fluxo eleva o patamar do festival. Não é apenas um “encontro de fãs”, é um ambiente onde equipes de elite estarão presentes em painéis e ativações, como o MIBR Rap Club, unindo música e e-sports em uma linguagem que o público do interior raramente vê de perto sem precisar viajar até a capital.

Cultura Geek e Acessibilidade: O diferencial do festival

O evento não esquece as raízes da cultura pop. Com a presença de Guilherme Briggs, um dos maiores nomes da dublagem nacional, e um campeonato de cosplay aberto ao público, o EP Games tenta abraçar todas as facetas do público geek.

Mas o ponto que merece atenção analítica aqui é o investimento em inclusão social e acessibilidade. Destinar 10% da bilheteria para jovens de escolas públicas e garantir intérpretes de Libras em todas as atrações não é apenas um “plus”, é uma necessidade em um mercado que muitas vezes se torna elitizado. No seu texto, vale pontuar como eventos regionais podem ser mais eficientes em promover essa inclusão do que as megafeiras saturadas.

Negócios e imersão: O game além da tela

A parceria com a Garena e a presença da Mont (maior loja de card games da América Latina) mostram que o festival tem lastro comercial. A pauta também deve explorar a palestra sobre o poder imersivo dos Escape Rooms e as dinâmicas de ARG (Alternate Reality Game), discutindo como a linguagem dos videogames está transbordando para o “mundo real” e transformando shopping centers em centros de experiência viva.

Um novo marco para o setor

O EP Games não é apenas mais um evento no calendário; é um teste de força para o mercado de games fora das capitais. Se o Grupo EP conseguir entregar a imersão prometida, Campinas pode se tornar a nova casa de grandes anúncios e finais de campeonatos. No fim do dia, quem ganha é o fã, que finalmente vê a “indústria do futuro” bater à porta de casa.

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Valorant Game Changers Championship

Pandora Nana

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O Valorant Game Changers Championship começa nesta terça-feira (28) trazendo as 8 melhores equipes inclusivas do cenário e temos a Team Liquid representando o Brasil. 

Confira as 8 equipes classificadas aqui

  • BBL Queens (EMEA)
  • G2 Gozen (EMEA)
  • Evil Geniuses GC (NA)
  • Shopify Rebellion (NA)
  • Tema Liquid Brazil (Brasil)
  • KRU Blaze (LATAM)
  • Team SMG (APAC)
  • Chac Hui EDG (China)

Deixando claro que o cenário de valorant principal é um cenário misto, porém, poucas mulheres fazem parte, deixando suas participações focadas no cenário inclusivo, junto com mulheres trans e pessoas não binárias.

Nossa representante brasileira, a Team Liquid, teve alguns altos e baixos neste ano de 2023, mas se consagrou campeã do Game Changers Brasil pela terceira vez seguida e conseguindo a classificação para o mundial. Ano passado o time chegou ao top 3, perdendo para a G2 no caminho, que foi o time campeão. No entanto, os dois times tiveram grandes mudanças e podem alterar seus destinos nesse Game Changers. A vinda de Isa, Bizerra e Joojinha, que se juntaram à Daiki e Bastarda, mostrou que a Liquid não está nem um pouco para brincadeira e querem esse título, principalmente com o mundial acontecendo aqui na nossa casa, no estúdio da Riot Brasil em São Paulo. Não só isso, mas essa rixa já começa logo no primeiro game da GC com Team Liquid x G2 às 14h no dia 28/11.

Apesar da Team Liquid ser a equipe brasileira, também contamos com a player Shyz, jogadora da KRÜ Blaze que já jogou ao lado da Bizerra quando elas estavam na TBK Esports.

Abaixo alguns detalhes do VALORANT Game Changers Championship 2023

Formato

  • Formato de eliminação dupla; 
  • Todas as partidas são em MD3, com exceção da final da chave inferior e da grande final; 
  • Chave inferior e final são em MD5; 

Premiação

  • 1° lugar: US$ 180 mil
  • 2° lugar: US$ 100 mil
  • 3° lugar: US$ 80 mil
  • 4° lugar: US$ 50 mil
  • 5/6° lugar: US$ 25 mil
  • 7/8° lugar: US$ 15 mil

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