REVIEW UNRAVEL

Unravel é o jogo de plataforma 3D em perspectiva lateral lançado para Xbox One, PS4 e PC. Desenvolvido pelo novato estúdio Coldwood e publicado pela Electronic Arts, o título é baseado na resolução de quebra-cabeças inteligentes e jogabilidade exploratória. O game conta com gráficos extremamente realistas, mas pode se tornar um pouco repetitivo. Confira a análise completa abaixo:

O fio que tece a vida

Não é a primeira vez que uma desenvolvedora independente rouba a cena entre os jogos mais aguardados do ano. Apresentado na E3 2015, Unravel surpreendeu a todos com a premissa simples, mas incrivelmente bela e comovente. O protagonista do jogo é Yarny, o pequeno e simpático personagem concebido a partir de um novelo de lã.

Unravel: confira os prós e contras do jogo de plataforma (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

O boneco antropomórfico consegue reviver acontecimentos registrados em retratos para viajar entre as memórias de uma idosa. Calado, mas sempre expressando as emoções por meio de gestos, Yarny visita uma dúzia de estágios inspirados em localidades reais. Embora a jornada possa ser finalizada em pouco menos de sete horas, há desafios e itens colecionáveis para incentivar revisitas às fases.

Como em um típico jogo de plataforma, o jogador deve usar a habilidade de pulo para vencer obstáculos e interagir com objetos estrategicamente alocados nos ambientes. Além disso, o pequeno herói pode utilizar o próprio fio de lã para escalar e criar atalhos, bem como empurrar elementos úteis, como maçãs, pedras e bolas de neve.

Não se engane com o protagonista adorável: Unravel é um jogo desafiador e que exige raciocínio rápido a todo momento. É comum parar por alguns minutos para estudar a posição dos objetos no cenário, já que a resolução está sempre escondida em algum ponto do mapa. Felizmente, é natural se sentir recompensado depois de ter desvendado os escabrosos desafios.

Unravel traz quebra-cabeças desafiadores na medida certa (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

A jogabilidade funciona perfeitamente graças aos comandos acessíveis a qualquer usuário. O nível de dificuldade aumenta de forma gradual durante a jogatina, algo bastante positivo, já que há tempo de sobra para se adaptar aos diferentes tipos de quebra-cabeças.

Por mais que as 12 fases apresentadas tenham uma identidade visual única, os puzzles pouco variam entre elas. A partir do quinto estágio, já é possível saber como solucionar boa parte dos desafios do jogo. Isto acontece porque alguns obstáculos se repetem com frequência, o que torna a aventura um pouco desgastante.

Unravel: aventura é dividida em fases com características visuais únicas (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

Mundo vivo

Folhas se desprendem das árvores com o vento e animais perambulam livremente pelos ambientes como coadjuvantes da aventura, enquanto Yarny exprime dor, medo e frio com extrema naturalidade.

O mundo de Unravel é vivo, tão vivo que comove e envolve principalmente nos pequenos detalhes. Os cenários fotorrealistas, arquitetados a partir de localidades reais capturadas pelo diretor do game, impressionam com efeitos de iluminação realistas e diversos objetos de composição.

A trilha sonora, por sua vez, presenteia o jogador com composições marcantes e melodias suaves que se encaixam perfeitamente na proposta sentimental, acompanhando o gameplay forma rítmica. O único ponto negativo é que as músicas se repetem com frequência considerável, o que deixa claro que não há um número expressivo de faixas.

Unravel tem gráficos fottorealistas incríveis (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

Conclusão

Unravel é cheio de metáforas, uma fábula que merece ser apreciada por quem é fã de desafios mentais. Embora o gameplay seja limitado, sem grande variedade de quebra-cabeças e ações, a aventura do boneco de lã consegue envolver o jogador com uma atmosfera emocional pouco vista nos títulos da nova geração.

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